O feminicídio foi registrado pela 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) Norte, aconteceu no domingo (3) e chama a atenção para a persistência do problema da violência de gênero na sociedade

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Uma cena chocante de violência doméstica veio à tona na Zona Norte da cidade de São Paulo, onde o soldado Thiago Cesar de Lima, policial militar de 36 anos, foi preso em flagrante após agredir e atirar contra sua esposa, Erika Satelis Ferreira de Lima, de 33 anos.

O feminicídio foi registrado pela 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) Norte, aconteceu no domingo (3) e chama a atenção para a persistência do problema da violência de gênero na sociedade. Erika, que deixa duas filhas de um relacionamento anterior, foi atingida por dois dos disparos e faleceu no Pronto-Socorro de Taipas.

As imagens, capturadas por uma câmera de segurança, mostram o momento em que o casal discutia dentro de um carro na Rua Bananalzinho, em Perus. A discussão escalou para violência física, com Thiago desferindo cinco socos no rosto de Erika, seguidos por três disparos de sua pistola Glock calibre .40.

Contrariando a versão apresentada por Thiago, de que teria agido em legítima defesa após a esposa tentar pegar sua arma, as imagens revelam uma sequência brutal de agressões seguida por tiros fatais. Moradores da região, chocados, acompanharam a cena enquanto Erika, gravemente ferida, era arrastada de volta para o veículo.

Após o ocorrido, o policial militar levou a vítima ao hospital, onde sua morte foi confirmada. A pistola utilizada no crime foi apreendida para perícia, e a Corregedoria da Polícia Militar foi acionada para investigar a conduta de Thiago. Ele enfrentará não apenas as consequências criminais na esfera da Polícia Civil, mas também uma audiência de custódia para determinar se permanecerá preso.

De acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública, os registros desse crime aumentaram 62% em 2023 em comparação com 2018. Um cenário alarmante que evidencia a necessidade urgente de medidas preventivas e de conscientização para combater a violência de gênero.

*Com informações do G1