Fotos: Wikimedia Commons, Denis Ferreira Netto e Daniel Marendo

A equipe da Polícia Federal que investiga o inquérito sobre o uso de fake news contra o Supremo Tribunal Federal chegou ao Gabinete do Ódio, comandado pelo vereador Carlos Bolsonaro. Policiais que trabalham na operação garantem que o filho do presidente é o mentor de todos os ataques que foram disparados contra o Supremo e também contra o Congresso. Há um processo aberto pelo STF para investigar esse movimento de notícias falsas. As informações são de reportagem da Folha de São Paulo.

Bolsonaro sabe que não tem controle sobre a PF e mesmo assim, nos últimos meses, cobrou informações sobre as investigações, em reuniões e por telefone, de Maurício Valeixo, então diretor-chefe do órgão. Por esse motivo, teme que, quando todas as provas contra Carlos forem reunidas, muita coisa vazará para a imprensa, abrindo uma crise monumental que ficará difícil de ser administrada. Por coincidência, a equipe que trabalha na investigação aberta pelo Supremo para apurar fake news é a mesma que deverá tocar o inquérito que apurará os responsáveis pelas manifestações pró-ditadura e que pedia o fechamento do Congresso. Bolsonaro, inclusive, esteve presente em um deles, em Brasília.

Na sexta-feira (24), logo após Moro anunciar publicamente sua demissão do Ministério da Justiça, o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito no Supremo, determinou que a PF mantenha os delegados no caso. O inquérito foi aberto em março do ano passado pelo presidente do STF, Dias Toffoli, para apurar o uso de notícias falsas para ameaçar e caluniar ministros do tribunal.

Carlos é investigado sob a suspeita de ser um dos líderes de grupo que monta notícias falsas e age para intimidar e ameaçar autoridades públicas na internet. A PF também investiga a participação de seu irmão Eduardo Bolsonaro, deputado federal pelo PSL de SP.