A Al Jazeera afirma que continuará sua cobertura jornalística independente e denuncia os esforços para silenciar a imprensa

Foto: Al Jazeera/ AFP PHOTO / AHMAD GHARABLI

O Parlamento de Israel, o Knesset, aprovou uma lei que permite ao governo de Benjamin Netanyahu fechar a rede de televisão Al Jazeera no país. A decisão, que recebeu 71 votos a favor e 10 contra, foi anunciada após uma intensa sessão parlamentar. A censura também poderá atingir veículos de imprensa israleenses, apontam entidades de direitos humanos.

Antes mesmo da votação, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, do partido Likud, já havia expressado sua determinação em fechar a Al Jazeera, caracterizando-a como uma ameaça à segurança nacional. “Tomarei medidas imediatas para fechar a Al Jazeera, de acordo com o procedimento estabelecido na lei”, afirmou Netanyahu através de um porta-voz de seu partido.

Em nota, a emissora denuncia uma campanha de difamação liderada pelo primeiro-ministro israelense e destaca a importância da liberdade de imprensa.

A Casa Branca expressou preocupação com a medida, ressaltando a importância da liberdade de imprensa. A porta-voz Karine Jean-Pierre destacou que os Estados Unidos consideram a liberdade de imprensa como fundamental, embora Israel seja seu principal aliado na região.

A reação de Netanyahu nas redes sociais, especialmente no antigo Twitter, não tardou, onde ele rotulou a emissora de “terrorista” e a acusou de prejudicar a segurança de Israel.

Aprovada pelo Congresso israelense, a lei não se restringe à Al Jazeera, abrindo espaço para o fechamento temporário de outras emissoras estrangeiras e israelenses consideradas “ameaças à segurança nacional”. O período inicial de suspensão é de 45 dias, podendo ser renovado.

Autoridades israelenses acusam a Al Jazeera há tempos de provocar agitação contra o país, mas esta é a primeira vez que medidas concretas são tomadas nesse sentido.

A Al Jazeera, por sua vez, afirma que continuará sua cobertura jornalística independente e denuncia os esforços para silenciar a imprensa.

*Com informações da AFP e G1