A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) rebateu as declarações de Eder Mauro, chamando-o de “torturador” e “matador”

Foto: reprodução

“Marielle Franco acabou, porra. Não tem porra nenhuma aqui”, disse o deputado Eder Mauro, do PL, partido de Bolsonaro, na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, em referência à presença da figura de Marielle na pauta dos direitos humanos. Hoje, o assassinato da vereadora Marielle Franco e do seu motorista, Anderson Gomes, em 14 de março de 2018, completa seis anos sem apontar o mandante do crime, embora investigações estejam avançando.

O deputado Eder Mauro é conhecido por sua posição de extrema-direita. Ele já foi investigado por tortura quando era delegado no Pará.

A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) rebateu as declarações de Eder Mauro, chamando-o de “torturador” e “matador”. O embate ganhou proporções ainda maiores com o apoio dos parlamentares Daiana Santos (PCdoB-RS) e Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ), que repudiaram veementemente os comentários do deputado paraense.

A sessão da Comissão de Direitos Humanos também foi marcada pelos ataques dos deputados Gilvan da Federal (PL-ES) e Hélio Lopes (PL-RJ), ambos opositores ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Seguranças da Câmara foram acionados para conter os deputados.

Marielle Franco, eleita vereadora pelo Rio de Janeiro em 2016, foi brutalmente assassinada em 2018, junto com seu motorista, Anderson Gomes. O crime, que chocou o país, ainda aguarda esclarecimentos sobre os mandantes, embora algumas prisões já tenham sido efetuadas.