Ontem (25), uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga suspeitas de espionagem ilegal envolvendo políticos e autoridades públicas colocou Ramagem no centro das investigações

Foto: Antonio Cruz /Agência Brasil

Sete policiais federais que atuavam na Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foram presos na tarde de quinta (25). Eles atuaram sob chefia de Alexandre Ramagem (PL-RJ), que comandou a instituição durante o governo de Jair Bolsonaro.

Ontem (25), uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga suspeitas de espionagem ilegal envolvendo políticos e autoridades públicas colocou Ramagem no centro das investigações. As investigações também revelam que a estrutura da Abin foi usada para monitorar a promotora responsável pela investigação do assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco.

Segundo informações reveladas durante a operação, as ferramentas e serviços da Abin teriam sido utilizados para monitorar ilegalmente governadores, membros do Supremo Tribunal Federal (STF) e outros políticos. A investigação aponta que sete policiais federais, todos próximos de Ramagem e da família Bolsonaro, foram afastados por suspeita de atuar na produção de relatórios apócrifos com o objetivo de criar narrativas falsas.

Entre os alvos identificados pela Polícia Federal estariam os ministros do STF, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e o atual ministro da Educação do governo Lula, Camilo Santana, ex-governador do Ceará, entre outros.

Os policiais afastados foram identificados como Felipe Arlotta Freitas, Carlos Magno de Deus Rodrigues, Henrique César Prado Zordan, Alexandre Ramalho, Luiz Felipe Barros Felix e Marcelo Araujo Bormevet. Segundo informações, todos eles desempenhavam funções estratégicas na Abin e eram tidos como pessoas de confiança, crescendo profissionalmente durante o governo Bolsonaro.

Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes determinou a suspensão do acesso dos investigados à rede e sistemas da Polícia Federal, proibição de acesso ou frequência a qualquer dependência da corporação, além de impedir o contato entre os investigados e a saída do Distrito Federal sem autorização judicial.