A destinação dos R$ 51 milhões para o Parque Rio Bixiga é vista como uma vitória significativa para o legado de Zé Celso e para todos aqueles que se empenharam na defesa do Teatro Oficina

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Em um capítulo marcante da disputa judicial que envolve o terreno adjacente ao Teatro Oficina, no Centro de São Paulo, o Ministério Público do Estado e a Prefeitura da capital destinaram R$ 51 milhões para a criação do Parque Rio Bixiga. A iniciativa, que representa uma vitória para moradores e ativistas da região, incluindo o saudoso dramaturgo Zé Celso, fundador do Teatro Oficina, falecido em julho passado.

A área em questão tornou-se palco de uma acirrada disputa judicial entre o grupo de moradores e ativistas locais, liderados por Zé Celso, e o Grupo Silvio, que buscava autorização para a construção de três prédios de até 100 metros no local. O dramaturgo, uma figura icônica na cena cultural brasileira, foi um defensor incansável da preservação do Teatro Oficina, tombado desde 2010 e projetado pela renomada arquiteta Lina Bo Bardi.

O movimento liderado por Zé Celso e outros ativistas sustentava que as propostas de construção ameaçavam a integridade do Teatro Oficina, considerado um marco arquitetônico e cultural na cidade. A existência das novas edificações, argumentavam, comprometeria a visibilidade, a acústica e a atmosfera única do teatro, que é um patrimônio tombado e carrega a história rica da cena teatral brasileira.

A destinação dos R$ 51 milhões para o Parque Rio Bixiga é vista como uma conquista significativa para o legado de Zé Celso e para todos aqueles que se empenharam na defesa do Teatro Oficina. Além de preservar o patrimônio histórico, o novo parque pretende ser um espaço verde que enaltece a identidade cultural e promove a convivência com a natureza no coração da metrópole.

Em 2020, a Assembleia Legislativa criou oficialmente o Parque do Bixiga.

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