Com mais de 30 mil mortes e um número incerto de desaparecidos provocados pelos bombardeios israelenses, Lula comparou o genocídio provocado por Hitler contra os judeus com o que Netanyahu está cometendo contra o povo palestino

Homem Palestino em pé após bombardeio israelense na Faixa de Gaza. Foto: Motaz Azaiza

Homem Palestino em pé após bombardeio israelense na Faixa de Gaza. Foto: Motaz Azaiza

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ordenou o retorno do embaixador do Brasil em Israel, Frederico Meyer, à Brasília, para consultas após o presidente brasileiro ser declarado “Persona no Grata”, pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Lula condenou uma invasão militar em Rafah, último refúgio em Gaza, que abriga 1,5 milhões de palestinos.

Com mais de 30 mil mortes e um número incerto de desaparecidos provocados pelos bombardeios israelenses, Lula comparou o genocídio provocado por Hitler contra os judeus com o que Netanyahu está cometendo contra o povo palestino.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil ainda não emitiu um comunicado oficial sobre o recall do Embaixador Meyer e as implicações mais amplas para as relações bilaterais entre Brasil e Israel.

O Brasil está alinhado a mais de 150 países da Organização das Nações Unidas que pede um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza. Canadá, Nova Zelândia e Austrália emitiram um comunicado conjunto alertando sobre as graves consequências humanitárias que uma invasão militar em Rafah pode desencadear.