15 candidatas disputam título que empodera a estética negra

Foto: André Frutuoso / Divulgação

A 43ª Noite da Beleza Negra do Ilê Aiyê, uma das festas mais aguardadas do Verão de Salvador, abriu a venda de ingressos para o público, marcando a busca pela eleição da Deusa do Ébano que representará o bloco ao longo do ano. O evento, programado para o sábado, 13 de janeiro, na Senzala do Barro Preto, no Curuzu, incluirá não apenas a eleição da Rainha do Ilê Aiyê 2024, mas também uma celebração envolvendo música, dança, arte e resistência, destacando os valores e conquistas das gerações que moldaram o Ilê Aiyê. O espetáculo de música preta brasileira vai emocionar aqueles com forte conexão com o bloco.

O concurso, pioneiro como evento negro de abertura para o Carnaval de Salvador, surgiu como resposta ao racismo presente na cena cultural da cidade nos anos 1970, quando os blocos carnavalescos, com suas rainhas, eram predominantemente compostos por pessoas brancas. Proposto por Sergio Roberto dos Santos, cofundador do Ilê Aiyê e militante do movimento negro, o evento é uma política de afirmação, destacando a beleza, identidade, conhecimento e história das mulheres negras. Além de ocupar uma posição de destaque na luta por igualdade racial e ser ícone do empoderamento da mulher negra e da sua atuação transformadora na sociedade, a Deusa do Ébano é uma exaltação à estética negra, sendo o concurso uma das ações afirmativas mais importantes do Ilê Aiyê. A Rainha eleita assumirá o cargo no ano em que o bloco afro mais antigo do Brasil inicia as comemorações pelos seus 50 anos, com o tema: “Vovô e Popó – com as bênçãos de Mãe Hilda Jitolu”.

A competição conta com mulheres de 11 cidades baianas diferentes, além de outros estados, como Santa Catarina, São Paulo, Alagoas e Pernambuco. O evento é reconhecido como uma política de afirmação, destacando a beleza, identidade, conhecimento e história das mulheres negras.