Pagamento do auxílio emergencial a autônomos e informais revela que o Brasil ainda sofre uma grande dependência de ações presenciais e offline

Agências lotadas em Belém (PA). Foto: João Paulo

Hoje se iniciou uma nova remessa de saques do  auxílio emergencial e começaram a chegar à Mídia NINJA os relatos de grandes filas e aglomerações nas agências da Caixa e casas lotéricas, acelerando o risco de contágio do novo coronavírus.

O saque é destinado para os trabalhadores que estão inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), mas que não estão no Bolsa Família e não tem conta nos bancos. Para quem não está no CadÚnico, os saques estarão disponíveis em datas escalonadas de 27 de abril a 5 de maio. Até lá, para quem já recebeu o auxílio, toda a movimentação financeira poderá ser feita nos terminais digitais ou nas contas de poupanças digitais abertas a quem não informou dados bancários.

Contudo, os relatos que chegam à imprensa dos brasileiros que estão nas filas é que pouco se sabe sobre as alternativas online disponíveis pelo governo federal, tampouco outras informações mais básicas sobre calendário, saque e outras dúvidas.

Há uma conclusão importantes que precisa ser feita a partir do planejamento do governo federal para o pagamento do auxílio para autônomos e informais. O Brasil ainda sofre uma grande dependência de ações presenciais e offline, por conta da inacessibilidade de grande parte da população. A falta de acesso é tanto aos meios digitais quanto às informações e medidas que o governo afirma tomar para evitar as aglomerações nas ruas.