Vilma Nascimento foi submetida a uma abordagem constrangedora e racista enquanto aguardava seu voo no último dia 21 de novembro

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Funcionários de uma loja no aeroporto de Brasília que realizaram uma abordagem racista à ex-porta-bandeira Vilma Nascimento foram demitidos, afirmou a empresa. Embora a Dufry Brasil tenha repudiado e demitido os funcionários, ativistas cobram respostas mais efetivas, como a formulação de um plano de capacitação contra ações discriminatórias nas lojas, que são conhecidas por vender produtos com alto valor.

Vilma Nascimento, uma referência nacional, foi submetida a uma abordagem constrangedora e racista enquanto aguardava seu voo no último dia 21 de novembro. Rapidamente, uma onda de solidariedade e em repúdio à atitude dos seguranças tomou conta das redes.

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, afirmou que acionou a estrutura do Ministério da Justiça para que investigue o episódio. “São absurdas e inadmissíveis as acusações racistas feitas por funcionários de uma loja do aeroporto de Brasília à Vilma Nascimento, Baluarte da Portela e lenda viva da cultura negra brasileira”, escreveu a ministra nas redes sociais.

A nota da Portela, repudiando o incidente, destaca a importância das instituições culturais na promoção de uma sociedade justa.