Alexandre Vannucchi Leme foi morto nas dependências do DOI-Codi, em São Paulo. O estudante de Geologia da USP tinha 22 anos e virou símbolo da luta pela liberdade

Foto: Giovanna Costanti/Equipe Vereadora Luna Zarattini

Na última sexta-feira (15), a Universidade de São Paulo (USP) realizou uma cerimônia emocionante ao entregar um diploma honorífico póstumo a Alexandre Vannucchi, estudante assassinado durante a ditadura militar em 1973. A homenagem, que também incluiu o colega Ronaldo Mouth Queiroz, marca um reconhecimento simbólico após 50 anos de uma trajetória interrompida pela violência do regime autoritário.

Alexandre Vannucchi Leme foi morto nas dependências do Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), na capital. O estudante de Geologia da USP tinha 22 anos e virou símbolo da luta pela liberdade.

Camilo Vannuchi, primo de segundo grau de Alexandre, destacou a importância da “reparação” para a família, ressaltando o caráter simbólico do gesto. A cerimônia foi parte do projeto “Diplomação da Resistência”, uma iniciativa da Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento em colaboração com o mandato da vereadora Luna Zarattini, aprovada pelo Conselho de Graduação da USP em agosto deste ano.

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O projeto foi inspirado na PUC de São Paulo que, em 2017, concedeu diplomas simbólicos a vítimas da ditadura. Ao todo, 31 estudantes da USP que perderam a vida durante a repressão devem receber a honraria no próximo ano.

A lápide da família Vannucchi no cemitério da Saudade traz a inscrição “Assassinado pelo regime militar, à espera do tempo da Justiça”, representando a busca por reconhecimento e justiça ao longo das décadas. O gesto da USP destaca a importância de lembrar e homenagear aqueles que lutaram por liberdade em um dos períodos mais sombrios da história brasileira.