Foto: Filipe Araujo/ Fotos Publicas

Um estudo avalia que o distanciamento social prolongado ou intermitente pode ser necessário até 2022. A dinâmica de transmissão pandêmica e pós-pandêmica vai depender de fatores como, por exemplo, o grau de imunidade que as pessoas desenvolverem em relação à doença e a intensidade das medidas de controle.

A projeção assinada por pesquisadores liderados por Marc Lipsitch, do Departamento de Epidemiologia da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, foi publicada nessa terça-feira (14), pela revista especializada Science. Os pesquisadores usaram dados sobre o Sars-Cov-2 para entender como o novo vírus deve persistir na população humana após a etapa inicial da pandemia.

O grupo prevê a recorrência de surtos do Sars-Cov-2 no inverno após a onda mais grave da pandemia. Por isso, mesmo no caso de eliminação aparente, a vigilância sobre a doença deve ser mantida, pois um ressurgimento do contágio pode ocorrer até 2024.

Muitos países adotaram medidas de distanciamento social, e alguns, como a China, estão gradualmente levantando as restrições após obter maior controle da proliferação da doença.

Segundo os pesquisadores, após a disseminação generalizada, o Sars-Cov-2 pode seguir o seu parente genético mais próximo, também da família Sars, e ser erradicado por medidas intensivas de saúde pública. No entanto, autoridades de saúde pública consideram esse cenário improvável. Uma projeção alternativa é de que a transmissão do vírus se assemelhe à da gripe pandêmica, circulando sazonalmente após causar uma onda global inicial.

Ficar em casa, no atual contexto de enfrentamento ao Coronavírus, é mais do que um ato de segurança, é um gesto de empatia a você e às pessoas que estão no seu entorno. Manter as práticas de isolamento agora, podem acelerar o retorno ao “normal”. A medida tem sido uma das principais recomendações pela Organização Mundial da Saúde (OMS), na prevenção contra a proliferação do vírus. Não se esqueça: se puder, fique em casa.

As projeções do estudo foram repercutidas pelo doutor em Microbiologia pela Universidade de São Paulo (USP), Atila Iamarino. Em sua rede social, o especialista considerou as conclusões “tensas” e escreveu que o tamanho do surto agora dita o problema nos próximos anos.

Ficar em casa, no atual contexto de enfrentamento ao Coronavírus, é mais do que um ato de segurança, é um gesto de empatia a você e às pessoas que estão no seu entorno. Manter as práticas de isolamento agora, podem acelerar o retorno ao “normal”. A medida tem sido uma das principais recomendações de órgãos como a Organização Mundial da Saúde, o Ministério da Saúde e o Governo do Estado do Ceará na prevenção contra a proliferação do vírus. Não se esqueça: fique em casa.