Foto: Gabriel Jabur / Agência Brasil

O mercado de trabalho formal no Brasil segue persistente na manutenção da desigualdade salarial entre homens e mulheres, atingindo 10% em média em novembro de 2023, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Este é o quarto mês consecutivo de crescimento nessa disparidade.

A diferença salarial amplia-se para 29,3% em postos que exigem ensino superior completo, com mulheres recebendo, em média, R$ 3.570 em comparação aos R$ 5.052 dos homens.

A baixa presença de mulheres em posições de prestígio, como gerência e direção, assim como em setores de alta demanda, como ciência e tecnologia, contribui para essa disparidade, sugere a economista Janaína Feijó, pesquisadora de Economia Aplicada do FGV Ibre.

“Há no mercado formal uma diferença salarial persistente, que ainda é maior no mercado informal onde estimo que a diferença média de ganhos entre os gêneros seja de 27%”, aponta a pesquisadora.

Além da crescente disparidade salarial, os dados revelam um desequilíbrio no mercado de trabalho em relação à contratação e demissão de homens e mulheres. De novembro de 2022 a novembro de 2023, o saldo de empregos para homens cresceu 118,3%, enquanto para mulheres houve uma queda de 14,8%.

A composição de admitidos e desligados mostra que homens representam cerca de 60% das admissões e demissões, enquanto as mulheres correspondem a apenas 40%. Essa distorção contrasta com a proporção demográfica brasileira, onde as mulheres formam a maioria da população (51,5%).

Com informações de O Globo