Foto: Divulgação/DocMolotov

Por SOM.vc

Ao longo dos últimos 20 anos, o festival No Ar Coquetel Molotov viu de perto as transformações pelas quais a música do Recife passou. E como um evento que fomenta a cena local, foi, além de testemunha, um protagonista atuante para revelar artistas, bandas e brindar o público com inúmeras surpresas. Diante de tantos acontecimentos memoráveis, as duas décadas de festival foram registradas em filme num documentário que ganha a telona dia 4 de abril, no Teatro do Parque, Recife. A pré-estreia do CoquetelMolotov.doc ocorre em sessão gratuita, com início às 19h.

A produção audiovisual que resgata a trajetória do Coquetel Molotov, indo do rádio até os grandes palcos da cidade, conta com depoimentos marcantes dos fundadores do evento, Ana Garcia, Jarmeson de Lima e Viviane Menezes, de músicos, técnicos, colaboradores e integrantes da equipe do evento que, hoje em dia, emprega mais de 500 pessoas a cada edição. São resgatados momentos emblemáticos, como a delirante apresentação do Racionais MCs, que levou o público para cima do palco; ou para o show da então pouco conhecida Karol Conká numa pequena sala do festival. Também edições marcantes, que tiveram a participação de Milton Nascimento com Lô Borges, além da primeira vinda de Emicida ao Recife. Artistas novos como Tasha & Tracie, Letrux e MC Carol aparecem em anos mais recentes do Molotov. 

O doc ainda relembra imagens de 2004, quando aquele grupo jovem de amigos resolveu encarar a ousada empreitada de trazer a banda escocesa Teenage Fanclub ao Recife – e retrata o Coquetel como um movimento político, quando ele deixa de se identificar apenas como um palco para a música independente e passa a ser uma ferramenta de mudança social.

Sob a direção de UHGO, o CoquetelMolotov.doc traz, juntamente com as histórias de cada edição, diversas imagens, cenas, vídeos e momentos que tanto causam nostalgia quanto apontam a evolução do festival. O No Ar ocorre continuamente desde 2004 no Recife, tendo colaborado no fortalecimento e na visibilidade da cena cultural pernambucana neste século, agregando um público jovem de várias partes do país. 

Foto: Divulgação/DocMolotov

O filme é uma realização da Coda Produções através da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura com patrocínio da Baterias Moura e Excelsior Seguros e apoio do Nubank. 

De forma despretensiosa, o Coquetel Molotov surgiu ajudando a difundir a música de artistas locais nas ondas da Rádio Universitária AM (atual Rádio Paulo Freire), em 2001. Pouco tempo depois, começou a investir em outros projetos como um zine, uma revista impressa e diversos shows. No entanto, o projeto de maior destaque do Coquetel Molotov veio com o festival que nasceu em 2004, no Teatro da UFPE.

De lá até agora, o festival cresceu, mudou de local e atraiu um público cada vez maior. E nem a pandemia foi capaz de interromper as atividades do evento, que ainda criou edições online em formato experimental e interativo, ganhando destaque em premiações nacionais. O No Ar ainda foi pioneiro ao abraçar causas de inclusão de pessoas trans, adotar estratégias de acessibilidade e sustentabilidade em eventos no estado e foi o primeiro no Brasil a fazer parte da iniciativa Keychange para promover igualdade de gênero nos lineups.

Uma trajetória tão abrangente acabou sendo contada em forma de filme que entrelaça momentos, reúne personagens importantes para dar sua visão do Coquetel Molotov e traz para as telas a experiência de estar em um evento tão mágico.

MOLOTOV 2024 – Com o lançamento oficial do documentário, chega a hora do público se preparar para a 21ª edição do festival que, neste ano de 2024, passa a ser realizado no dia 07 de dezembro. O primeiro lote promocional às cegas abre venda de ingressos no dia 2 de abril. 

 

SERVIÇO:

Pré-estreia “CoquetelMolotov.doc” (Dir: UHGO, 55 min)

Local: Teatro do Parque – Rua do Hospício, Boa Vista – Recife

Data: Quinta – 04 de abril – 19h

Entrada gratuita 

Mais informações: instagram.com/noarcm 

Patrocínio: Baterias Moura e Excelsior Seguros

Apoio: Nubank

Realização: Coda Produções e Ministério da Cultura.