Foto: Mídia Ninja

Por Rebecca Lorenzetti

A Conferência das Partes (COP) 28 está prestes a chegar às decisões finais. As discussões durante os últimos dias influenciaram os compromissos ambientais e sociais que serão firmados no enfrentamento das mudanças climáticas. Alguns dos líderes e tomadores de decisão presentes têm demonstrado responsabilidade em suas declarações, buscando fortalecer os textos finais de compromisso.

Em uma rodada de diálogo entre negociadores brasileiros e representantes da sociedade civil, a Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, Marina Silva, destacou a importância de manter uma negociação dinâmica entre governos e sociedade. Ela ressaltou a necessidade de compromissos à altura dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.

“O que nós queremos é manter uma negociação viva entre os governos e a sociedade”, afirmou Marina Silva. Ela enfatizou o avanço alcançado no último ano, com a aprovação e operacionalização do mecanismo de perdas e danos, além da necessidade de lidar com a questão crucial do alinhamento com a meta de 1,5 graus Celsius.

No âmbito da adaptação e mitigação, a ministra salientou a importância de reconhecer as emissões de combustíveis fósseis como um dos principais problemas na emergência climática. “Isso está no centro da questão”, destacou. Marina Silva vislumbra compromissos robustos que conduzam a um movimento urgente.

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“A nossa expectativa é que a COP 28 desemboque na COP 29, como os nossos grandes rios que secaram, com compromissos robustos que nos levem ao movimento no sentido de urgência”, afirmou a Ministra.

Ana Toni, Secretária Nacional de Mudança do Clima, compartilhou suas perspectivas com a equipe da Mídia NINJA, destacando os desafios do Brasil nas negociações da COP 28. Ela ressaltou a necessidade de alinhar as expectativas para a COP 30 em 2025, buscando mecanismos que demonstrem a convergência das metas dos países com a meta de 1,5 graus Celsius.

“Temos que ter mecanismos para que os países possam ver que as suas metas estão sim alinhadas com a meta 1.5”, afirmou Toni. Além disso, ela enfatizou a importância das metas específicas para adaptação, destacando otimismo quanto à possibilidade de alcançar um consenso substancial que esteja alinhado com a meta em diversos setores.

Com a meta 1,5 graus Celsius como ponto focal, a COP 28 se desenha como um marco crucial, onde os países precisam comprometer-se com ações concretas para manter o aumento da temperatura global dentro dos limites estabelecidos. O mundo aguarda os resultados finais dessas negociações, na esperança de que os líderes presentes conduzam a comunidade internacional em direção a um futuro mais sustentável e resiliente.