No domingo (4), cerca de 1.400 bombeiros, apoiados por militares e milhares de voluntários, foram mobilizados para conter as chamas

Foto: REUTERS/Rodrigo Garrido

Uma onda de incêndios florestais assola o Chile, marcando a tragédia mais mortal da história recente do país. A seca persistente na região tem agravado a situação, proporcionando condições ideais para a propagação rápida das chamas. Os departamentos de Valparaíso, O’Higgins e Araucanía estão enfrentando chamas que se espalham vorazmente pelas áreas urbanas, consumindo bairros inteiros e deixando um rastro de destruição. Mais de 100 pessoas morerram, de acordo com as autoridades chilenas. Entre 3 mil e 6 mil casas foram reduzidas a cinzas.

O presidente Gabriel Boric declarou estado de emergência diante da magnitude da crise, enquanto o número de mortos continua a subir. Até o momento, dezenas de vidas foram perdidas, e mais de 370 pessoas permanecem desaparecidas.

El Olivar, Viña del Mar, e a comunidade de Quilpe, em Valparaíso, estão entre as áreas mais afetadas pelos incêndios. Milhares de pessoas lamentam a perda de seus lares e pertences em meio à devastação.

No domingo (4), cerca de 1.400 bombeiros, apoiados por militares e milhares de voluntários, foram mobilizados para conter as chamas. Vizinhos valentes, munidos do que tinham em mãos, juntaram-se aos esforços para tentar apagar os incêndios.

Este é o maior desastre no Chile desde o terremoto de 2010, que deixou 432 mortos e 2 milhões de desabrigados. O governo chileno emitiu um apelo urgente, solicitando que as pessoas evitem viajar para as áreas afetadas. Toques de recolher obrigatórios foram implementados em várias comunidades para facilitar o trabalho das equipes de resgate.

*Com informações da BBC Chile