Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em 2022, cerca de 735 milhões de pessoas enfrentaram a fome, um aumento alarmante de 122 milhões em relação a 2019, antes da pandemia da Covid-19

Foto: Ricardo Stuckert

O  Brasil está empenhado em liderar uma iniciativa global sem precedentes no combate à fome. Sob a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, representantes do governo brasileiro se reuniram para forjar a “Aliança Global contra a Fome e a Pobreza”, uma proposta inovadora que visa abordar um dos problemas mais urgentes da humanidade.

O projeto que lidera agenda brasileira para o G20, visa enfrentar a crescente crise alimentar que aflige não apenas o Brasil, mas também nações em desenvolvimento em todo o mundo. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em 2022, cerca de 735 milhões de pessoas enfrentaram a fome, um aumento alarmante de 122 milhões em relação a 2019, antes da pandemia da Covid-19.

Em uma recente reunião em Nova York, o representante brasileiro apresentou a proposta na sede da ONU, buscando apoio internacional para a iniciativa. A “Aliança Global contra a Fome e a Pobreza” visa transcender as fronteiras do G20, convidando países de todo o mundo a se unirem ao esforço conjunto.

A proposta brasileira adota uma abordagem abrangente, combinando políticas públicas, financiamento, cooperação e renegociação de dívidas. O objetivo é fornecer não apenas recursos financeiros, mas também ferramentas e programas comprovadamente eficazes no combate à fome. Como destacado pelo ministro do Desenvolvimento, Wellington Dias, a aliança oferecerá uma “cesta de programas sociais” já implementados e bem-sucedidos, dos quais os países participantes poderão escolher e aplicar em seus territórios.

Um dos pilares fundamentais da iniciativa é a troca de dívidas por programas sociais, incentivando os países devedores a realocarem os recursos para combater a fome e a pobreza. Além disso, a aliança buscará estabelecer mecanismos de financiamento que permitam o acesso a recursos de organismos internacionais, doações privadas e de outros Estados.

A iniciativa brasileira destaca a importância do envolvimento do setor privado, ressaltando recentes manifestações de empresários em apoio à taxação para reduzir a desigualdade. O ministro Dias enfatiza que é crucial abrir essa agenda e mobilizar recursos de todas as fontes disponíveis.

Com o lançamento oficial previsto para julho, durante uma reunião de chanceleres e ministros da Fazenda e Desenvolvimento Social, a “Aliança Global contra a Fome e a Pobreza” representa um esforço conjunto para enfrentar um dos desafios mais urgentes de nosso tempo. Com base na experiência do Brasil e em parceria com outras nações e organizações internacionais, o país está liderando o caminho na busca por soluções duradouras para a fome e a pobreza em escala global.

Esta iniciativa é vista como uma das mais consensuais da agenda internacional, refletindo a gravidade da situação e a necessidade urgente de ação coordenada. Com o compromisso do Brasil e o apoio de parceiros internacionais, há esperança de que um futuro livre da fome e da pobreza seja alcançado.ma nova era na cooperação internacional. Não é apenas uma promessa de mudança; é um chamado à ação para todos os países e indivíduos que compartilham a visão de um mundo livre da fome.

*Com informações de O Globo