Foto: Mídia NINJA

Por Rebeca Lorenzetti, especial para cobertura da COP28

O domingo (3), quarto dia da Conferência do Clima COP 28, foi marcado mais uma vez por atos da sociedade civil. Hoje a comunidade se reuniu para pedir o cessar fogo em Gaza e o fim do genocídio do povo palestino.

O número de mortos em Gaza devido ao conflito entre a Palestina e Israel já ultrapassa 12.000 pessoas e a pauta é trazida à COP 28 com o objetivo de lembrar que não existe justiça climática sem direitos humanos.

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É importante que os olhares da COP 28 se voltem também a esse conflito pois muitos líderes globais estão negociando a respeito das mudanças climáticas durante a conferência sem citar os conflitos que permeiam também suas decisões de governo. Os conflitos na Faixa de Gaza representam um desafio geopolítico para negociações que podem encontrar oportunidades para acontecer durante a conferência.

Ativistas ambientais alertam sobre a necessidade dessa COP ser marcada pela união entre as nações em busca de um bem comum: a preservação da vida na Terra.

E não é possível lutar juntos em um momento de emergência climática enquanto povos enfrentam ataques constantes e genocídio.

A perspectiva é que a crise no Oriente Médio persista nas próximas semanas, com Israel considerando uma intervenção em Gaza para desmantelar o Hamas. O cerco israelense aos mais de 2 milhões de habitantes de Gaza gerou uma crise humanitária e provocou protestos globais, especialmente em países muçulmanos. A possibilidade de um conflito mais amplo, sugerido por governos aliados ao Hamas, como o Irã, aumenta a complexidade da situação.

Essa situação gera frustração entre os países em desenvolvimento, que criticam o uso de recursos utilizados em conflitos armados e que poderiam ser direcionados para questões climáticas.