Renan do Carmo Marinho da Silva e Priscila Aparecida Della Torre, sob a orientação da professora Janara de Camargo Matos, investigaram o impacto devastador do inseticida Fipronil

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Na Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Praia Grande, um grupo de estudantes destaca-se por jogar luz sobre um problema ambiental latente que assola o Brasil: a morte em massa de abelhas. Renan do Carmo Marinho da Silva e Priscila Aparecida Della Torre, sob a orientação da professora Janara de Camargo Matos, investigaram o impacto devastador do inseticida Fipronil, resultando na morte de mais de meio bilhão de abelhas entre o final de 2018 e o início de 2019.

O artigo científico, intitulado “O uso incorreto do inseticida fipronil e sua influência na morte das abelhas no sul do Brasil”, não apenas revelou os números alarmantes dessa tragédia silenciosa, mas também propôs soluções sustentáveis para reverter esse cenário preocupante. A pesquisa foi reconhecida internacionalmente, ganhando destaque na divisão editorial da Universidade de Cambridge.

As abelhas, consideradas sentinelas do equilíbrio ambiental, enfrentam uma crise sem precedentes no Brasil. O Fipronil, comercializado globalmente desde 1994 e proibido na União Europeia devido aos seus impactos ambientais, é amplamente utilizado no país. A aplicação aérea desse inseticida, muitas vezes contrariando as instruções da bula, é apontada como uma das principais causas da mortalidade em massa.

Em meio à pandemia de COVID-19, que trouxe desafios adicionais, os estudantes persistiram na busca por soluções. A falta de fiscalização eficaz no Brasil, destacada por Priscila Della Torre, revela um vácuo na supervisão do uso de pesticidas, contribuindo para a perpetuação do problema.

A proposta dos estudantes vai além da denúncia: eles sugerem alternativas sustentáveis, como a substituição de inseticidas por métodos menos agressivos, incluindo extratos vegetais e micro-organismos seletivos. A resposta à crise das abelhas, segundo os pesquisadores, exige uma mudança urgente nas práticas agrícolas para preservar não apenas esses polinizadores essenciais, mas todo o ecossistema.

*Com informações do G1