Mauro Cid, que já foi considerado o braço direito de Bolsonaro, firmou um acordo de delação com a Polícia Federal

Depoimento para CPMI do golpe do tenente-coronel Mauro César Barbosa Cid, ex-ajudante-de-ordens do então presidente Jair Bolsonaro. Foto Lula Marques/ Agência Brasil.

Nesta segunda-feira (11), o coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi convocado para prestar um novo depoimento à Polícia Federal após ex-comandantes da Força Aérea e do Exército afirmarem que Bolsonaro foi quem apresentou uma minuta golpista para concretizar sua manutenção no poder mesmo após o resultado eleitoral. A expectativa dos investigadores é que Cid dê novas informações sobre a tentativa de golpe.

Mauro Cid, que já foi considerado o braço direito de Bolsonaro, firmou um acordo de delação com a PF, cujos termos permanecem sob sigilo. Portanto, é comum que seja convocado para prestar esclarecimentos adicionais à medida que as investigações avançam.

O general Freire Gomes foi ouvido no dia 1º de março, e, de acordo com as investigações em curso, Bolsonaro e seus aliados teriam se organizado para tentar um golpe de Estado, com o objetivo de manter Bolsonaro no poder e impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Informações previamente divulgadas sobre a delação de Mauro Cid, ainda mantida em sigilo, apontam que o general Freire Gomes teria participado de discussões sobre a minuta do golpe com o então presidente. Entretanto, ele teria se recusado a aderir a qualquer tentativa golpista, o que teria irritado os militares aliados de Bolsonaro, incluindo o general Braga Netto.

Mensagens obtidas pela Polícia Federal revelam que Braga Netto, na época candidato a vice na chapa de Bolsonaro, dirigiu insultos a Freire Gomes por sua recusa em se envolver em uma tentativa de intervenção militar.

*Com informações do G1