Além de sua produção literária, Krenak também é coautor da proposta da Unesco que criou a Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço

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Ailton Krenak, renomado escritor indígena e ativista ambiental, foi eleito membro imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL). Ele se torna o primeiro ativista das causas indígenas a ocupar uma cadeira na prestigiosa instituição, assumindo a cadeira de número 5, anteriormente ocupada por José Murilo de Carvalho, que faleceu em agosto deste ano. Krenak venceu a disputa contra a historiadora Mary del Priore, que obteve 12 votos, e o escritor Daniel Munduruku, com quatro votos.

A eleição de Krenak foi considerada histórica por acadêmicos, como Rosiska Darcy, que destacou que ele encarna uma parte fundamental da história do Brasil, o cantor Gilberto Gil e a atriz Fernanda Montenegro, que também integram a academia.

Nascido na região do vale do Rio Doce, território do povo Krenak, Ailton Krenak é um notável ativista socioambiental e defensor dos direitos indígenas. Ele desempenhou um papel fundamental na inclusão do “Capítulo dos índios” na Constituição de 1988, garantindo os direitos indígenas à cultura e à terra.

Além de sua produção literária, Krenak também é coautor da proposta da Unesco que criou a Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço e é membro de seu comitê gestor. Seus livros recentes, como “Ideias para adiar o fim do mundo”, “A vida não é útil” e “Futuro ancestral”, refletem seu compromisso com a cultura indígena e sua visão de como a humanidade deve se relacionar com a natureza.

*Com informações da Agência Brasil