Moradora de Guaianases, na zona leste de São Paulo, a advogada Tamires Sampaio tem uma ampla exepriência na condução de políticas e movimentos sociais, com incidência no Brasil e no mundo, e está atualmente em campanha por um vaga de deputada federal pelo Partido dos Trabalhadores. Feminista negra, militante do coletivo Bem Viver SP, Tamires foi secretária adjunta de Segurança Cidadã em Diadema e é pesquisadora nas áreas de segurança pública, sistema de justiça criminal e racismo estrutural.

Durante sua trajetória como estudante, foi bolsista do Prouni e da Capes, por meio do qual concluiu o mestrado em Direito Político e Econômico no Mackenzie em 2019. Foi vice-presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE) e conselheira da Comissão Nacional do PROUNI (CONAP), além de ser a primeira presidenta negra do Centro Acadêmico João Mendes Júnior, da Faculdade de Direito do Mackenzie.

Tamires quer levar sua experiência política em um mandato participativo no Congresso Nacional. Para ela, a noção de mandato coletivo vem de suas raízes. “Eu acredito muito na importância da gente ter nossos ancestrais e carregar essa energia e essa história junto com a gente. Eu sei que nada do que eu crio agora veio só da minha cabeça, mas é fruto de um processo coletivo de lutas históricas que não se iniciaram aqui”, disse.

“Quando eu falo de ter um madato quilombo, um mandato participativo, não é uma coisa que eu estou criando agora, é uma coisa que lá atrás meus ancestrais já faziam. É sobre viver coletivo, é sobre a ideia do Ubuntu, entender que eu sou indivíduo porque eu sou coletivo também”.

No movimento antirracista, Tamires Sampaio atua na Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN) e coordenadora da Frente Nacional Antirracista (FNA). Representando a CONEN em São Paulo, participou em 2012 da Frente Pró-Cotas que lutou pela implementação das cotas nas universidades estaduais, que, até então, não possuíam essas ações afirmativas. Para ela, a pauta da segurança pública é fundamental como política antirracista.

“Se o nosso povo não está vivo, a gente não consegue ter acesso a política pública nenhuma”, afirma. “Temos um país que é estruturalmente racista, onde mais de 50% da população é negra, onde tivemos uma estrutura social determinada por séculos de escravidão, que depois da abolição da escravidão não teve nenhum política de inserção dessa sociedade, pelo contrário, a população negra continuou sendo excluída. Se a gente não entende isso num perspectiva conjunta, a gente não está falando de Brasil”.

Campanha de Mulher

Esta entrevista faz parte da Campanha de Mulher, projeto autônomo de visibilidade para candidaturas feministas da ELLA – Rede Internacional de Feminismos.

A Campanha de Mulher é um trabalho informativo voltado ao interesse público, não configurando assim uma propaganda eleitoral. Reafirmamos nosso comprometimento com a defesa da democracia e com as pautas defendidas pelas candidaturas progressistas.

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