Em outubro de 2023, Thiago Brennand foi condenado a dez anos e seis meses de prisão pelo estupro de uma norte-americana que visitava a mesma fazenda

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O empresário pernambucano Thiago Brennand enfrentou mais uma condenação, na última quinta-feira (18), ao ser sentenciado a oito anos de prisão em regime fechado por estupro. Esta é a terceira condenação aplicada ao empresário, que já havia recebido duas sentenças anteriores, uma por estupro e outra por agressão a uma mulher em uma academia.

A juíza Raisa Alcântara Cruvinel Schneider, do Fórum de Porto Feliz, em São Paulo, foi responsável pela decisão que incluiu, além da pena de prisão, uma indenização de R$ 50 mil por danos morais à vítima, uma massagista que alega ter sido estuprada na mansão de Brennand na cidade.

O caso

Segundo documentos obtidos pelo UOL, a vítima e uma colega foram prestar serviços de massagem na residência de Thiago Brennand, na Fazenda Boa Vista, em Porto Feliz. O empresário as recebeu cordialmente, iniciando uma conversa casual antes de levá-las a um cômodo onde guardava suas armas.

Ao dirigirem-se ao quarto para iniciar o atendimento, a colega da vítima foi instruída a atender o filho de Brennand, deixando a massagista sozinha com o acusado. Foi então que, de acordo com o relato da vítima, o empresário ofereceu-lhe R$ 20 mil mensais para ser sua “namoradinha”. Diante da recusa, ele tornou-se agressivo, proferindo insultos e, posteriormente, estuprando a mulher.

A vítima não denunciou imediatamente, temendo retaliações: “Temia muito que trouxesse muito dano pra mim”. Brennand exerceu pressão psicológica, alegando conhecer advogados influentes e desencorajando qualquer medida judicial. No entanto, após tomar conhecimento de outros casos envolvendo o empresário, ela sentiu-se mais confiante em denunciá-lo.

Outros crimes

Em outubro de 2023, Thiago Brennand foi condenado a dez anos e seis meses de prisão pelo estupro de uma norte-americana que visitava a mesma fazenda. No mesmo ano, em novembro, o empresário recebeu sua segunda sentença, desta vez por agressões a uma mulher em uma academia de São Paulo, resultando em um ano e oito meses de prisão.