Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, é fundamental celebrar não apenas as conquistas das mulheres, mas também ressaltar a importância da nossa luta na educação. Este ano, gostaria de trazer um dado que chamou muito minha atenção: as mulheres compõem a maioria no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), representando 61,3% dos mais de 3 milhões de inscritos. Em contraste, os homens representam 38,7%, totalizando 1,5 milhão de inscritos.

Esses números refletem não apenas o interesse e dedicação das meninas ao ensino, mas também a sua busca por igualdade de oportunidades. A educação desempenha um papel fundamental na promoção da igualdade de gênero, pois proporciona às meninas as ferramentas necessárias para o empoderamento.

Hoje, quase metade dos lares brasileiros são chefiados por mulheres. E de cada dez lares que têm mulheres à frente, seis são negras.

Como a professora e filósofa Angela Davis diz: “Quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela”, e eu reforço ainda que a trajetória pela igualdade de gênero e racial é trilhada pelo caminho da educação.

Quando as meninas têm acesso à educação de qualidade, elas têm mais chances de quebrar barreiras e superar desafios. Além disso, a educação é um catalisador poderoso para o desenvolvimento social e econômico, beneficiando e transformando suas famílias e comunidades.

Portanto, neste Dia Internacional da Mulher, vamos reivindicar políticas públicas de educação que ampliem a formação técnica das mulheres, com o objetivo de criar um círculo virtuoso de redução de desigualdade social e de gênero. Eu, que pude viver a minha jornada educacional no Instituto Federal, pude mudar a história da minha família e vi muitas mulheres transformando também suas realidades.

Celebrar a luta feminina é garantir que nós mulheres estaremos no centro das mudanças.

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