Foto: Mídia Ninja

 

“Vai procurar um macho pra dar o rabo vai, sua puta”.

“Gostei do teu silicone”.

“Ela poderia fazer um protesto feminista com os peitos de fora que eu apoio”.

Comentários como esses são muito comuns nos perfis do Facebook, Twitter, Youtube e Instagram. No Whatsapp, conta que criamos esse ano, recebemos nudes e comentários bem mais gráficos e diretos. A medida que domingo, dia da eleição, se aproxima, as mensagens deste tipo que recebo nas redes só ficam mais frequentes e progressivamente mais pesadas. São mais de 10 por dia.

Não é só comigo. Os relatos de situações de intimidação, constrangimento ou ameaça fazem parecer que o medo virou instrumento para o convencimento político no Brasil.

Estudante que estava no banheiro da faculdade tem o banheiro invadido por um homem que tira uma foto dela. Militante do MTST que é constrangida por eleitor do Bolsonaro a parar de fazer campanha em seu bairro. Jovem lgbt que é abordado por homem que o ameaça de morte.

Não se enganem. Essas mensagens de assédio, que nada tem de lisonjeiras, são uma contra reação à um feminismo que se popularizou e fortaleceu. São provas diárias do porquê vamos eleger mais mulheres e combater essa cultura. Cultura que legitima esse tipo de assédio como “comportamento que deve ser esperado” dos homens. Não é. E nós não vamos nos calar mais.

O feminismo colocou 500 mil pessoas na rua em São Paulo e lotou as ruas de mais de 300 cidades no mundo todo, contra o fascismo e o machismo da velha política. Mostramos ao mundo que, não importa quem esteja na presidência em Brasília: nós não vamos ser silenciadas.

Somos mulheres e enfrentamos o medo do machismo, todos os dias, várias vezes ao dia.

Somos fortes!

Conheça outros colunistas e suas opiniões!

Gabriel RG

Black face, white power

Daniel Zen

Passarinho que come pedra...

Eduardo Sá

Leci Brandão: a resistência da mulher negra

Caetano Veloso

Descubra quem é o jovem pensador marxista que mudou a cabeça de Caetano Veloso

Randolfe Rodrigues

Guerra contra os pobres: a marca de Bolsonaro, em 2019

Daniel Zen

Liberais na economia, nazistas nos costumes

NINJA

Quando se demonizam os evangélicos...

Victoria Henrique

Seria o incômodo o antônimo de admiração?

André Barros

Trump é o fim do mundo?!

Juan Manuel P. Domínguez

Ao longo de um século, Estados Unidos matam 100 milhões de pessoas

Gabriel RG

Cosplay nazista de Roberto Alvim rompe a cortina ideológica de toda a direita

Boaventura de Sousa Santos

Para uma nova Declaração Universal dos Direitos Humanos I

Valentine

A luta de classes no Brasil tem a ver com raça e gênero, sim! Parte 1

Boaventura de Sousa Santos

Sopram bons ventos da Espanha

Daniel Zen

Então é natal e o que você fez???