Iemanjá é celebrada por todo o Brasil, com manifestações de cultura, fé e resistência.
Por Nataly Nascimento
No dia 2 de fevereiro, celebra-se o Dia da Orixá e Mãe dos Mares, Iemanjá. Realizada em todo o país, a data possui registros de mais de cem anos de homenagens à Rainha do Mar.
Cultuada na Umbanda e no Candomblé, Iemanjá simboliza proteção, maternidade, fertilidade e acolhimento, além da serenidade da mente. Seu nome pode ser grafado como Iemanjá ou Yemanjá e deriva da expressão “Yeye Omo Ejá” (“Mãe cujos filhos são peixes”) ou ainda de Yemojá, referência ao rio de mesmo nome, onde o culto à orixá encontra suas raízes.
Celebrações pelo Brasil
Na Bahia, as comemorações têm forte presença na capital, Salvador, especialmente no bairro do Rio Vermelho. Em 2 de fevereiro de 1924, a data de sua celebração foi oficialmente consolidada. Desde então, a festa só cresceu, reunindo cada vez mais devotos e admiradores.
Ainda na madrugada, a alvorada marca o início das homenagens, que reúnem turistas e baianos em uma grande celebração de fé, na qual diversas oferendas são lançadas ao mar.
No Rio de Janeiro, a data passa, pela primeira vez, a integrar o calendário oficial da cidade. Também foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial. Um reconhecimento que, embora tardio, evidencia a força da celebração e sua relevância cultural e religiosa.
No Arpoador, as comemorações incluem atrações artísticas e religiosas, com acesso gratuito — segundo informações do Visit Rio. Entre os destaques está a apresentação do grupo Afoxé Filhos de Gandhi do Rio, referência histórica e símbolo do presente de Iemanjá na cidade.
Toda a celebração expressa não apenas a força da fé, mas também a resistência e a ancestralidade de um povo que, mesmo diante da discriminação, permanece firme.



















































