A 35ª edição do Curta Cinema – Festival Internacional de Curtas-Metragens do Rio de Janeiro reafirmou sua relevância no circuito audiovisual ao encerrar, em 1º de abril de 2026, uma programação robusta e diversa. Durante sete dias, o evento exibiu mais de 130 filmes de 33 países e 15 estados brasileiros, com sessões gratuitas realizadas no Estação Net Rio, também palco da cerimônia de premiação. O festival celebrou ainda um marco histórico: o recorde de 5.686 inscrições, consolidando-se como uma das principais vitrines do curta-metragem no mundo.

Os grandes vencedores da edição foram “Grão”, de Leonardo de Rosa e Gianluca Cozza, na Competição Nacional, e “Los Peces No Se Ahogan”, de Lea Vidotto Labastie, na Competição Internacional. Ambos os títulos garantem qualificação automática para a disputa por uma indicação ao Oscar 2027 nas categorias de Melhor Curta-Metragem e Melhor Curta-Metragem Documentário. O brasileiro “Grão” mergulha na realidade de um trabalhador informal no sul do país, enquanto o documentário internacional acompanha a solidão e a reinvenção afetiva em uma casa em Havana, transformada em abrigo coletivo.

“Los Peces No Se Ahogan”, de Lea Vidotto Labastie. Foto: Divulgação

Além dos grandes prêmios, o festival destacou produções que reforçam a potência estética e narrativa do curta contemporâneo. Na Competição Nacional, “Samba Infinito”, de Leonardo Martinelli, venceu como Melhor Direção, enquanto “Os Arcos Dourados de Olinda”, de Douglas Henrique, recebeu o Prêmio Especial do Júri. Já na Competição Internacional, “Loynes”, de Dorian Jespers, foi reconhecido pela direção, e “Widespread”, de Paz Bernstein, conquistou o Prêmio Especial do Júri. Entre os prêmios do público, “Poeira”, de Mateus Lana, e “Rosa dos Ventos”, de Laura Paro, se destacaram nas mostras Première Carioca e Panorama Latino-Americano, respectivamente.

Outros destaques incluem “Trincheiras”, de Lucas Rocha e Maria Clara Almeida, vencedor da mostra Primeiros Quadros, e “A Pele do Ouro”, de Marcela Ulhoa e Yare Perdomo, que levou o Prêmio Canal Brasil. No campo de incentivo à produção, o projeto “O Motoboy da Kennedy”, de Gabriel e Guilherme de Freitas, foi eleito o melhor do 28º Laboratório de Projetos, ao lado de “Aurora”, de Vini Romadel. A programação do festival segue além das salas de cinema: entre 2 e 17 de abril, uma seleção de curtas da edição estará disponível gratuitamente na plataforma Itaú Cultural Play, ampliando o acesso ao público.

Para o diretor do festival, Ailton Franco, o sucesso da edição reflete o crescimento contínuo do interesse pelo formato:

“Realizar e exibir curtas-metragens será sempre essencial, pois a cada ano o público cresce e se renova”.

Competição Nacional

  • Grande Prêmio: “Grão” – Leonardo de Rosa e Gianluca Cozza
  • Melhor Direção: “Samba Infinito” – Leonardo Martinelli
  • Prêmio Especial do Júri: “Os Arcos Dourados de Olinda” – Douglas Henrique
  • Menção Honrosa: “Outros Santos” – Jorge Polo e Guilherme Souza

Competição Internacional

  • Grande Prêmio: “Los Peces No Se Ahogan” – Lea Vidotto Labastie
  • Melhor Direção: “Loynes” – Dorian Jespers
  • Prêmio Especial do Júri: “Widespread” – Paz Bernstein

Prêmio Canal Brasil

  • “A Pele do Ouro” – Marcela Ulhoa e Yare Perdomo

Prêmios do Público

  • Première Carioca: “Poeira” – Mateus Lana
  • Panorama Latino-Americano: “Rosa dos Ventos” – Laura Paro

Primeiros Quadros

  • Grande Prêmio: “Trincheiras” – Lucas Rocha e Maria Clara Almeida
  • Prêmio Especial do Júri: “Entressonho” – Leandro Luiz de Abreu Pimentel
  • Menção Honrosa: “A Nave Que Nunca Pousa” – Ellen Morais

28º Laboratório de Projetos

  • Melhor Projeto Nacional: “O Motoboy da Kennedy” – Gabriel de Freitas e Guilherme de Freitas
  • Melhor Projeto Regional: “Aurora” – Vini Romadel
  • Menção Honrosa: “Domingo” – Louise Willner