Foto: Ademir Rodrigues / Brasil Indígena / Funai Divulgação

Do Xingu veio o pedido para que se silenciem as flautas, tirem-se os adornos do corpo, dispam-se das pinturas, pois é hora de recolhimento, choro, tristeza e luto. Nessa quarta-feira 5 de agosto, faleceu o cacique Aritana Yawalapíti, aos 71 anos, por Covid-19. Ele estava internado havia duas semanas em um hospital particular em Goiânia.

Em uma belíssima reportagem da revista Realidade, de 1966, o repórter descreve o seu fascínio com o Alto Xingu ao começar o texto com o seguinte lead: “o paraíso amanheceu mais uma vez em paz”. Hoje, em meio a uma tragédia humanitária provocada pela pandemia da Covid-19, em meio a um violento processo de genocídio levado a cabo pelo governo federal, este paraíso amanheceu triste e em luto.

O paraíso que fascinou o mundo em inúmeras reportagens, documentários, programas de tevê, desde que foi demarcado, em 1961, está cada vez mais ameaçado de desaparecer — literalmente de ser varrido do mapa por correntões e agrotóxicos que acompanham a boiada do apocalipse passando, secando seus rios e matando seus anciões e anciãs.

Aritana era o grande cacique do Alto Xingu. Diplomata, elegante e generoso chefe. Líder político e espiritual. Campeão de huka huka — e, posteriormente, o grande treinador de huka huka. Chefe da aldeia que tinha o nome de um pequeno rio que a banhava, o Tuatuari, de águas cristalinas, areias brancas, farto de peixes, lindíssimo. Um grande conhecedor da história do mundo, de seu povo, dos cantos, de todo o universo de uma língua que está em risco de extinção: “A perda do meu tio Aritana é a perda de 98% da nossa língua. Significa para a gente muitos desmontes”, declarou sua sobrinha Watatakalu para a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab).

Aritana descendia de uma sofisticada ancestralidade xinguana: herdou o nome de seu avô, era filho do cacique Parú, que quando jovem se chamava Kanato (falecido em 2001), e de Tepori, do povo Kamayurá (falecida em fevereiro de 2020), que por sua vez era irmã dos poderosos pajés kamayurá Sapaim (falecido em 2017) e Takumã (falecido em 2014), ambos tios de Aritana. Seu irmão Pirakuman, que foi também um grande líder do Xingu, faleceu em 2015, aos 60 anos, e Mataryua, outro cacique e irmão, recém havia falecido, em 24 de junho, por Covid-19, com apenas 40 anos de idade. São nomes que remetem a uma categoria especial de grandes chefes, pajés, e guerreiros e guerreiras que defenderam o universo xinguano diante da invasão dos brancos na segunda metade do século passado. E essa constelação de grandes pessoas fez a passagem para o mundo espiritual inteira nos últimos anos, um período muito curto, agora acelerado pela covid19 e o genocídio.

O ano de 2020 está sendo devastador. E, cada vez mais, fica explícito e atordoante o efeito epistemicida que acompanha as mortes decorrentes do genocídio. Aritana não morreu de Covid-19, ele foi assassinado por Covid-19, como muitos outros anciões e anciãs indígenas. O Xingu já perdeu para a Covid19 Mamy, elegante e poderoso chefe Kalapalo da aldeia Kuluene; Jamiko, cacique do povo Nafukuá, que veio a falecer na enfermaria do Posto Leonardo, sem oxigênio; e o ancião, e também campeão de uka uka, Juca Kamayurá.

Aritana estava consciente dos riscos terríveis da epidemia, e ele havia cancelado o kuarup que iria ocorrer em homenagem a sua mãe, Tepori, em agosto — uma decisão extremamente difícil, e que levou muito tempo de meditação e reflexão, quando se aconselhou com diversas pessoas e amigos médicos sanitaristas. Essa decisão de Aritana, tomada em junho, influenciou todos os outros caciques xinguanos a também suspender as festas que iriam promover encontro de diferentes aldeias, aglomerações e risco de disseminação do novo coronavírus. Serviu de alerta da gravidade a todos os seus parentes, que respeitaram e acolheram a decisão em suas próprias comunidades.

Suas decisões costumavam ser seguidas pelos outros chefes e era sempre ouvido, como a voz de maior relevância na tomada de decisões políticas que atingissem o Parque do Xingu, em meio ao mosaico de união de povos que é o Alto Xingu. Ali convivem 11 povos indígenas (Aweti, Kalapalo, Kamayurá, Kuikuro, Matipu, Mehinako, Nahukuá, Naruvotu, Trumai, Wauja e Yawalapíti) que falam cada um uma língua própria, de quatro troncos e famílias diferentes (Tupi, Aruák, Karib e Trumai, uma língua isolada) — fora os povos do tronco Macro-Jê, como Mebengokrê-Kayapo, Kisedjê e Tapayuna que vivem na porção norte do Parque.

Aritana falava dez línguas, todas dos troncos Tupi, Karib e Aruák, além de falar também português. Junto das línguas, entendia o costume, a cultura, a cosmologia de cada povo, sabia como se colocar, como dialogar, de maneira exemplar, na educação xinguana. “Era muito querido por outras etnias do Xingu, por isso era também cacique, o Cacique do Xingu!” declarou sua filha/sobrinha (pois filha de seu falecido irmão Pirakuman), Watatakalu Yawalapiti. “Estamos sem chão, a nossa perda é irreparável.”

Para Watatakalu, a mensagem que Aritana deixa é de amar o seu povo: “Nunca esquecer a luta dele. Manter a cultura para termos a nossa identidade. Manter o nosso território protegido para que o nosso povo tenha um futuro. Sejamos dignos com as pessoas que cuidamos. Descanse em paz meu tio querido. Homens com grandes histórias nunca morrem.”

Aritana deixa 10 filhos, sendo o mais velho Tapi, seu sucessor, e duas esposas. Tapi está com sintomas de Covid-19, em algumas mensagens de áudio reportou estar se sentindo mal — o que tem provocado ainda mais temor entre amigos e apoiadores dos povos do Xingu.

Deixa uma comunidade devastada pelo luto, sofrendo, em paralelo ao genocídio, também a morte do conhecimento, o epistemicídio. De um povo que quase desapareceu após uma grande epidemia de sarampo nos anos 1950, restam apenas três pessoas fluentes na língua Yawalapíti.

A sobrevivência Yawalapíti

A história da sobrevivência do povo Yawalapíti está diretamente ligada a ação de seus grandes líderes, sobretudo Parú. Eles haviam sido acolhidos entre diferentes povos do Xingu quando os irmãos Villas Boas chegaram — Kanato (depois nomeado Parú) vivia entre os Kuikuro, então liderados pelo cacique Nahu, o primeiro indígena do Xingu a aprender português e que foi o grande aliado dos irmãos Villas Boas.

Aritana e Pirakuman eram jovens quando o Parque Indígena do Xingu (PIX) foi criado, e não imaginavam, como os sertanistas já alertavam, que em breve as fazendas iriam chegar até à porta das aldeias — hoje o PIX está cercado de desmatamento, fazendas de soja, e em alguns casos, literalmente a aldeia colada nos limites da devastação, como algumas do povo Kalapalo. Os dois jovens foram muitas vezes a São Paulo, e sempre muito próximos da família Villas Bôas — Aritana chamava Marina, viúva de Orlando, de mãe. Pirakuman e Aritana chegaram a viver em São Paulo na casa de Orlando, em períodos diferentes de suas vidas — em uma reportagem especial da Realidade nos anos 1960, sobre Aritana e a vida no Xingu, falavam do drama do jovem que havia deixado uma paixão em São Paulo para voltar para a aldeia, ficar em reclusão e aprender a cultura e os ensinamentos tradicionais. É lindo poder acompanhar, anos depois desse relato na mídia, como o jovem transformou-se em um grande cacique e um pilar de sustentação da cultura de seu povo.

Em um depoimento ainda inédito, Pirakuman me relatou como seu povo, que estava espalhado e quase desaparecendo, foi reunido para sobreviver após a chegada dos Villas Bôas no Xingu:

Quando chegaram os Villas Bôas, assim estava o meu povo: espalhado. Só um velho, que era primo do meu pai, ficou morando na nossa aldeia antiga. Esse velho se chamava Mainapo Yawalapiti. Vivia ele e a mulher, Ioatani, que nunca tiveram filhos, e mais ninguém. Só esse casal ficou na aldeia do meu povo Yawalapiti. Só os dois, até quando o Orlando juntou de novo nosso povo.
O primeiro homem do Xingu que aprendeu a falar português foi o Nahu Kuikuro, que é pai do Jakalo, uma liderança hoje dos Kuikuro. O Nahu falou para o Orlando que havia os Yawalapiti na aldeia Kuikuro, que eram um outro povo que estava lá — e que o Orlando até então, não conhecia e se interessou. Ele disse assim: “Tem um Yawalapiti aqui. Yawalapiti é um povo. Só que estão todos espalhados”.

E contou a nossa história para o Orlando.
O Orlando pediu para o Nahu apresentar cada uma das pessoas Yawalapiti que estavam lá. Nahu apresentou meu pai, Kanato, era um grande lutador, ele e o irmão dele, Sariruá. Eram os dois que estavam nos Kuikuro.
Orlando perguntou ao meu pai ele se tinha interesse de juntar seu povo para voltar a morar na aldeia antiga, para reativar a aldeia. A aldeia se chamava Uiá, que quer dizer “lagoa” na língua yawalapiti. O Sariruá, meu tio, foi quem assumiu a primeira chefia da aldeia, quando juntaram de novo o nosso povo.

Pedi para o Nahu apresentar e meu pai foi lá com o irmão dele. E o Orlando falou para meu pai ficar ele. Meu pai falava Mehinaku e Kuikuro também. Ele perguntou se tinha vontade de querer voltar. O Sariruá falou que sim, que não se adaptaram vivendo com outras etnias. Como ele foi adotado pelo Arifutuá Kuikuro, ele era parente de terceiro grau, mesmo assim o Arifutuá cuidou deles, preparou eles, deu remédio, foi ali que os dois viraram lutadores.
Sariruá falou que estava com muita saudade e que queria ver os tios e tias que estavam nas outras aldeias, Mehinaku, Kamaiurá e Waurá.
Primeiro, os Yawalapiti foram todos para o Posto Leonardo. Fizeram uma casinha para alojar todo mundo. Conversaram e decidiram voltar para a aldeia.

Nessa reunião, um foi perguntando pelo outro, e o Sariruá assumiu a liderança. Ele era um lutador muito respeitado. E perguntou por Mapí, que era casado com uma mulher Kamaiurá. Como Mapí era mais velho, tio dele, falou assim; meninos, vamos voltar sim para nossa aldeia. Vou chamar minha prima no Waurá e meu sobrinho no Mehinaku. Quando se juntaram cada um num dia, foi a maior saudade e resolveram abrir a aldeia de novo. No mesmo lugar de onde saíram. E lá encontraram os velho Mainapu e sua esposa, Yuatani, com muitos peixes moqueados. Ele era um grande pescador.

Se a tragédia atual é imensa, como é a dimensão do genocídio, também é imensa a força, a cultura e a espiritualidade do povo Yawalapíti. O que permite acreditar que essa jovem geração na faixa dos 40 anos que hoje, de forma trágica e repentina, tem a responsabilidade de liderar o povo, irão conseguir recriar o mundo no Xingu. Conhecendo e admirando várias dessas jovens lideranças, sobretudo mulheres maravilhosas como as irmãs Watatakalu e Ana terra, filhas de Pirakuman, eu acredito.

Familiares que acompanharam Aritana em Goiânia, como sua sobrinha Kaiulu Rodarte Kamauyrá, outra liderança feminina da Associação Yamarikumã, relatam muita dor. “Ele nos ajudou a fundar a associação e dizia: sigam em frente. Não foi apenas um tio para mim, mas um grande mestre, exemplo de pessoa, um homem calmo, humilde, observador, um verdadeiro líder que sabia conversar com as pessoas”, me contou por mensagem.

Mas não haverá um novo mundo até que o processo de luto esteja completo. No Alto Xingu, esse processo compõe os complexos rituais do Kuarup, que ocorrem uma vez por ano, no período da seca. Será um longuíssimo e extremamente doloroso luto que todos os xinguanos irão enfrentar. Como amigo e aliado, mas, sobretudo, grande admirador, vou partilhar do luto à distância — em meio à luta contra o genocídio.

As circunstâncias da morte de Aritana ainda deverão ser investigadas. O Posto Leonardo, que atende as aldeias dos Yawalapiti, Kamayura, Aweti e Nafukuá, é o de maior índice de letalidade no Xingu. Dele circulam imagens perturbadoras nas redes sociais de uma impressionante precariedade do atendimento. E ninguém entendeu, até hoje, a razão pela qual o grande cacique foi levado de carro para Canarana por um médico da Sesai, que abandonou o posto para acompanhar Aritana, quando ele poderia ter sido levado em UTI aérea diretamente para um grande hospital em São Paulo. Uma história que deve desfazer o mito de um suposto herói medico que, após alguns dias em Canarana sem atendimento adequado, ainda transportou Aritana novamente em carro e não ambulância, de forma precária, até sua internação em Goiânia em um hospital particular, quando já tinha 50% do pulmão comprometido. Há um bastidor, ainda a ser revelado, que provoca tanta indignação quanta dor diante dessa morte — ou assassinato — por Covid-19.

Como tem acontecido nesse processo de genocídio e pandemia, a dor do luto tem sido acompanhada da raiva e da indignação.
Mesmo a decisão de Aritana de suspender o kuarup em homenagem a sua mãe não impediu a chegada do vírus entre os Yawalapíti. A circulação do vírus se intensificou no Xingu com a interiorização e o aumento de casos no Mato Grosso. Com uma ampla rede de estradas ligado as cidades no entorno às aldeias, a vulnerabilidade do território havia sido ampliada frente a epidemias do passado. Não houve por parte do governo federal nenhuma estratégia de contingência, não foi implementado nenhum plano de ação, nenhuma barreira sanitária — apenas aquelas feitas por iniciativas dos próprios indígenas, tal como tem ocorrido por todo o território nacional.

Nos quatro polos bases do Xingu, aconteceu uma grande desarticulação de ações que ampliou de forma ainda mais desproporcional os riscos de infecção. Isso tem levado a críticas severas dos indígenas de uma série de omissões da Secretaria Especial de Saúde Indígena. Em muitos casos, indígenas que estavam em atendimento nas cidades foram enviados para suas aldeias sem testagens necessárias — e tampouco eram testados nas aldeias quando chegavam, aonde não havia nenhum plano de isolamento de casos suspeitos. Circulava, ainda, de forma intensa, campanhas de desinformação e fake news entre os grupos xinguanos de aplicativos de mensagens, ampliando o caos e a descrença na gravidade da doença, sobretudo entre os jovens. No caso dos Yawalapíti, o destino abreviou a vida do chefe Mataryua, que foi infectado e faleceu na cidade. E Aritana, que já estava triste por ter tido que suspender o kuarup em homenagem a sua mãe Tepori, acabou por aceitar fazer o enterro de seu irmão na aldeia.

Luto até o Kuarup

Eu tive a oportunidade de estar diversas ocasiões com Aritana, mas duas delas foram extremamente marcantes: duas cerimonias de kuarup que aconteceram na sua aldeia Tuatuari, e foram por ele regidas. O Kuarup de 2014, em que fui com minha companheira, Maíra Kubík Mano, a convite de Pirakuman, e, de forma muito triste, o Kuarup realizado em homenagem a seu irmão Pirakuman, falecido em 2015, e que ocorreu em 2016, a convite da família. E deixo aqui a minha experiência de ter sido conduzido ao mundo espiritual dos Yawalapiti por Aritana. E espero, até que os xinguanos possam realizar o Kuarup, para novamente ouvir o tocar das flautas entrando nas belíssimas casas da aldeia Tuatuari, que certamente irá ecoar para bem longe, por todos os ouvidos dos inúmeros amigos de Aritana pelo mundo.

Eu via Aritana coordenar todo o ritual, com alguns gestos, algumas palavras, e olhares. Sempre falava suave, e fazia pouco esforço para ser compreendido. Todos sabiam que ele estava entre os dois mundos: o mundo dos mortos que iriam receber o espirito que estava ali aguardando a passagem, e o mundo dos vivos que chorava em desespero a partida da pessoa querida. Nesse momento de muito sofrimento e dor, Aritana era um pilar que estruturava o mundo dos vivos em luto — parecia conseguir segurar o céu e prender o chão para não despencar. Ele tinha a calma que só os grandes xamãs possuem, aquela calma que nos acalma quando chegamos perto dessas entidades.

E vi Aritana, em 2016, quando saí da casa da família de Pirakuman para o pátio da aldeia, levar as ultimas palavras para o espírito de seu irmão que estava na fogueira. É uma cena mágica, com o amanhecer esfumaçado das brumas do Xingu, o silêncio da aurora, o frio dos nevoeiros. Aritana estava sozinho — ele conseguia ficar só mesmo entre centenas de pessoas. Eu choro quando me lembro.

Aritana acompanhava a chama do fogo que se apagava junto com a passagem do espírito de seu irmão. Tive a sensação de um vento em um vácuo após a partida do espírito, como se a aldeia fosse tomada por um tornado que levasse a energia para o cosmos. E hoje, lembrar que o corpo sem vida está ainda acompanhado do espírito de Aritana entre nós é de uma tristeza profunda, e que será sentida até o próximo Kuarup, até que a chama do fogo no centro da aldeia apague, e seu espírito possa ir para o universo sagrado junto da divindade criadora do mundo, Mavutsinim, e lá encontrar seu irmão e a ancestralidade. E que seja o ritual tão lindo, e tão belo, como sempre foi, sendo agora conduzido por essa geração que tem a difícil responsabilidade de reconstruir um mundo devastado pelo genocídio para que seus povos tenham futuro, para que seja retomada a existência.

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