Por Mya Fontan

“A mente enquanto espaço e o monstrinho ansioso que se desenvolve nela, transforma os pensamentos em nós e se enrola neles a ponto de ficar preso. O momento que antecede um surto”. Esta é a apresentação do curta-metragem de Caim, do Rio de Janeiro. Como ele próprio qualificou, em filme em foto e vídeo em um eterno processo experimental. “Busco por movimentos, rastros, formas e texturas. Tento explorar os espaços, físicos ou não”.

A Oficina do Diabo nos traz para dentro da mente de uma pessoa neuroatípica, algo que, apesar de banalizado socialmente nos dias atuais, está muito presente, a cada dia mais.

Este filme tem como objetivo causar incômodo, mas não por qualidade estética, mas por tratar de um assunto que é tão desconfortável a nível social como os “monstrinhos” que vivem em nossas mentes e os nós em que eles se entrelaçam e se enrolam.

A trilha sonora agrega muito ao filme, mas a utilização de sombras demais e muitos tons de vermelho torna-o confuso em alguns momentos.

Apesar disso, o conceito é bem construído e trabalhado, mesmo com pouco tempo de tela.

Mya Fontan escreveu esta crítica em colaboração ao FOdA Fora do Armário, editoria LGBT+ da Mídia NINJA, a partir da exibição do filme no Festival AudioTransVisual

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