Compro, arrendo: como o “Rei do Ovo” encurrala comunidades tradicionais no Piauí
Magnata das granjas, brasileiro Ricardo Faria lucra com produção agrícola em áreas de conflitos por desmatamento e grilagem no Matopiba; fundos da Universidade de Harvard e bancos brasileiros injetaram recursos nas mesmas fazendas
Por O Joio E O Trigo


Matéria originalmente publicada no site O Joio e O Trigo
Os moradores das comunidades tradicionais Angelim, Sete Lagoas e Vão do Vico¹ vivem da terra e das fontes d’água que cortam os municípios de Baixa Grande do Ribeiro e Santa Filomena, no sul do Piauí. Há gerações, fazem roçados, criam animais e cobrem suas casas com a palha das palmeiras nativas.²
Seus modos de vida contrastam com a pompa de Ricardo Faria, empresário brasileiro que entrou para a lista de bilionários da Forbes em 2024 e que está entre os maiores controladores de terras do Matopiba, para onde voa com seu jato particular.
Apelidado de “Rei do Ovo” pela mídia tradicional, onde aparece em fotos usando camisas claras, Faria fechou negócios de compra e arrendamento em várias fazendas que pressionam comunidades indígenas, ribeirinhas e brejeiras — territórios marcados por embargos ambientais e acusações de grilagem de terras coletivas.
Durante a investigação, o Joio identificou — por meio de processos judiciais, dados fundiários e georreferenciados, e relatórios de organizações de defesa de direitos humanos e territoriais — várias fazendas que apresentam indícios de estarem sob o controle de Ricardo Faria na região sul do Piauí. Nesta reportagem, descrevemos os conflitos socioambientais encontrados em quatro delas: duas arrendadas e duas de propriedade das empresas das quais o empresário é sócio. Outro caso envolvendo a Insolo pode ser lido em reportagem da Repórter Brasil.
Nos negócios de arrendamento, a Terrus S.A. — razão social do grupo Insolo, adquirido por Ricardo Faria em 2022 — fechou contratos com a Damha Agronegócios Ltda. Dentre as fazendas da Damha que têm nomes de pedras preciosas, como Esmeralda³, Safira, Diamante⁴ e Rubi, as três primeiras foram arrendadas⁵ pela Insolo.
Segundo o Contrato de Arrendamento Rural para Exploração Agrícola⁶ firmado entre as empresas, a área útil do arrendamento abrange 8,8 mil hectares⁷, com vigência até a safra de 2027/2028.
A presença da Damha na região é denunciada por violência. Segundo relatos⁸ de moradores à reportagem, a empresa é responsável pela derrubada de casas com uso de máquinas, presença de segurança privada armada, contaminação de rios e roçados por agrotóxicos e derrubada de vegetação nativa.
Faria também acumula terras próprias na região. Até 2020, várias empresas ligadas à Insolo eram controladas por subsidiárias⁹ do fundo patrimonial da Universidade de Harvard, entre elas as que administram as fazendas Fortaleza, Galileia¹⁰ e Ipê. As três propriedades passaram dos fundos internacionais para o empresário nascido no Rio de Janeiro e criado no interior de Santa Catarina¹¹.
O lucro do empresário no agronegócio ajuda a financiar a eleição de políticos da extrema-direita, como deputados e senadores ruralistas e o ex-presidente Jair Bolsonaro, favoráveis ao enfraquecimento da legislação que protege os biomas e os modos de vida tradicionais.
O Joio entrou em contato com as empresas de Ricardo Faria e a Damha Agronegócios.
O Grupo Insolo respondeu que o contrato de arrendamento com a Damha Agronegócios segue vigente, mas que a área útil arrendada não se sobrepõe às comunidades tradicionais. A responsabilidade de qualquer conflito nas fazendas arrendadas, afirma a nota da Insolo, é da proprietária da área, a Damha.
“A área que a Damha comprou pega toda a comunidade.”¹²
Cem por cento¹³ dos 3,4 mil hectares¹⁴ do território indígena Vão do Vico, reconhecido como comunidade tradicional pelo Instituto de Terras do Piauí (Interpi), são declarados pela Damha Agronegócios como a fazenda Esmeralda¹⁵, arrendada pela Insolo.
Contígua à Vão do Vico e da mesma etnia, a comunidade Sete Lagoas denunciou a Damha Agronegócios na Justiça por grilagem de terras¹⁶.
“Tinha as quintas de laranja, hoje você já não vê mais. Se plantar um pé de laranja, rebrota uma vez; já na segunda vez, a flor perde tudo e cria um caruncho na folha. Ali já não dá mais”¹⁷, relata Maria*, indígena Akroá Gamella que teve a casa derrubada¹⁸ por grileiros, segundo parecer técnico do Ministério Público Federal em uma Ação Civil Pública.
Maria também ressalta como o ataque químico da produção de commodities afeta a segurança alimentar da comunidade.
“Já não dá mais por causa da mosca branca e dos agrotóxicos, o veneno que vem, tanto pelo vento quanto pela chuva. No tempo seco, vem a poeira do Cerrado todo envenenado, bate nas plantas. Quando chove, adoece as plantas.¹⁹”
Ela teme pela extinção das frutas comuns da região.
“A gente colhia bastante buriti, buritirana, a bacaba, o pequi, que a gente produz e que serve de alimento pra gente. Hoje esses frutos do Cerrado estão bem escassos.²⁰”

Atual ocupante das terras, a Damha ajuizou em 2015 ação judicial pedindo a reintegração de posse da área.²¹ A alegação é de que a comunidade invadiu sua área de Reserva Legal — parcela mínima exigida por lei de manutenção da vegetação nativa, que corresponde a 20% do imóvel rural em área do bioma Cerrado.
Por se tratar de um território indígena, que é competência da União, o caso foi parar²² na Justiça Federal, que suspendeu a ação até que outra ação movida pelo MPF para regularizar as terras na região corra na Justiça. ²³
O defensor público Vitor Oliveira Gonçalves Guerra, que atua na região, falou à reportagem que as empresas acusam as comunidades daquilo que elas próprias cometem.
“Elas [as empresas] querem essas áreas para afirmarem aos órgãos ambientais que estão preservando a natureza. Que exploram e ao mesmo tempo preservam”, afirma Guerra.
“Então, eles vão para cima das comunidades, que já foram expulsas de muitas áreas, mais acima, e agora até mesmo nos baixões estão enfrentando esse tipo de situação”,²⁴ complementa.
As áreas planas são as primeiras a serem exploradas pelas empresas do agronegócio, pela facilidade de uso de máquinas industriais. Nem por isso os baixões, que estão nas depressões entre as chapadas e que dão nome ao município de Baixa Grande do Ribeiro, ficam livres da expansão da fronteira agrícola. Esse é o lugar onde estão as famílias brejeiras, e de onde estão sendo expulsas após o domínio das áreas planas.²⁵
Da Damha para a Insolo, com incentivo público
O cercamento das famílias Akroá Gamella ocorre há anos e é perpetuado pelo repasse do controle da fazenda Esmeralda: do suposto grileiro para o comprador da terra, e deste para seu arrendatário.
Nos anos 2010²⁶, a Damha comprou a área da família de Antônio Luiz Avelino, fazendeiro, ex-prefeito de Santa Filomena e pai de Moisés Avelino Filho, ex-governador do Tocantins. Os Avelino são acusados de expulsarem famílias da região para tomar terras.

Mesmo com esse histórico de acusações de grilagem e violação de direitos de povos tradicionais, a fazenda Esmeralda foi arrendada pela Insolo e beneficiada com crédito público do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e do Banco do Brasil (BB).
Juntos, o BNB e o BB repassaram recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e da Poupança Rural a juros subsidiados — isto é, juros menores por meio de política pública — para operações na fazenda Esmeralda entre 2020 e 2025.²⁷
Ao todo, o programa de crédito rural, que também beneficia grandes produtores rurais, caso da Insolo, viabilizou R$ 63 milhões à empresa. Os valores financiaram o plantio de milho e soja na área.
Apesar de o Manual de Crédito Rural (MCR) — norma que rege este tipo de financiamento — barrar concessões de crédito apenas para terras indígenas homologadas, regularizadas ou definidas, o que não é o caso dos territórios Akroá Gamella no sul do Piauí, o Joio perguntou ao BNB e ao BB se os bancos consideraram o conflito fundiário existente na área para conceder os financiamentos e se pretendem reavaliá-los.
O Banco do Nordeste informou que segue o MCR e outras normas, como a legislação ambiental vigente, mas não respondeu diretamente às perguntas da reportagem, que indagaram sobre o conflito existente na área da fazenda Esmeralda com o território indígena e a concessão de crédito.
Já o Banco do Brasil respondeu que também segue o MCR e que “tanto na época da contratação ou na atual versão retificada, não foi apontada sobreposição com qualquer terra indígena, considerada na base da Funai”. As notas enviadas pelos bancos podem ser lidas aqui.
A reportagem também procurou a Funai, perguntando se o território indígena está em processo de reconhecimento na fundação. Até a publicação, não houve retorno.
Insolo, arrendamento e “lei” privada
Quando a Damha chegou à região, no início dos anos 2000²⁸, cerca de 20 famílias²⁹ viviam na comunidade brejeira Angelim³⁰. Sua ocupação é histórica: os relatos da chegada dos bisavós datam de 1932³¹. Depois de inúmeras pressões, que incluem a presença de vigilância armada contratada pelas empresas — retirada apenas após decisão judicial em 2017³² —, o número de famílias caiu para oito³³.
“É muito difícil a gente sobreviver na comunidade com eles [a Damha], porque sempre estão ameaçando a gente, até chegam a botar proposta para a gente vender o nosso direito, mas a gente nasceu e se criou aqui há muito tempo, não quer abandonar³⁴”, declara Pedro*, morador da comunidade Angelim. “É uma terra do Estado, e eles não compraram do Estado. Se alguém tiver direito, somos nós, não eles, né?³⁵”


O modo de vida foi profundamente afetado após a chegada da Damha, conta Pedro. Os animais das famílias, antes criados soltos, agora são submetidos às regras privadas.
“Esse ano eles estão com a ‘lei’ de que o que for pra lá [animais nas áreas de lavoura], eles prendem. Para você tirar, tem que pagar R$ 500 por cabeça de gado, de animal que seja. E, se não tirar em até cinco dias, eles levam os animais pra não sei onde.”³⁶
A Insolo ignorou os problemas socioambientais da fazenda Diamante quando a arrendou da Damha. Responsáveis pela titulação de territórios tradicionais que não indígenas, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o Interpi foram questionados pela reportagem sobre a situação de regularização da área.
O Incra respondeu que titula territórios indígenas, o que não é o caso da comunidade Angelim.
O Interpi, por sua vez, informou que possui documento técnico que aponta possíveis sobreposições de fazendas sobre o território e que “não consta identificação de área denominada ‘Fazenda Diamante’ como sobreposta à área da comunidade”. Essa informação contraria a versão da arrendatária da área, a Insolo, que confirma³⁷ a sobreposição. O instituto estadual de terras ainda informou que o território Angelim tem processo de regularização fundiária em andamento e que “a elaboração do relatório técnico de delimitação territorial está programada para o ano de 2026”.
O passado de Harvard
Desde 2017³⁸, fazendas do sul do Piauí eram listadas como partes relacionadas de fundos patrimoniais da Universidade de Harvard. Esses fundos, também conhecidos pelo termo em inglês endowment, visam rendimentos que financiam pesquisas e bolsas estudantis.
Até 2020, as fazendas Fortaleza³⁹, Ipê⁴⁰ e Galileia⁴¹, localizadas na região de conflitos fundiários, receberam valores milionários do fundo Phemus Corp⁴², uma subsidiária da President and Fellow of Harvard College⁴³. Nas declarações de 2020, os aportes chegaram a US$ 73 milhões⁴⁴.
Em 2022, as mesmas fazendas passaram para as mãos do Grupo Faria.

A fazenda Fortaleza apresenta sobreposição com um embargo estadual⁴⁵ de 2023 em nome de Maria Cecília Prata de Carli, viúva⁴⁶ de Euclides de Carli, acusado de ser um dos maiores grileiros de terras do Piauí.
O embargo impede o uso comercial de 276 hectares ao norte da fazenda em razão de um corte raso de vegetação nativa sem autorização. Segundo a Insolo, “a Fazenda Fortaleza não tem ligação em sua cadeia dominial com a autuada”.

Logo após comprar a Insolo e, junto no “pacote”, a Ipê Agroindustrial Ltda.⁴⁷, o grupo acessou o programa de crédito rural BNDES Finame, que financiou a compra de equipamentos e máquinas agrícolas para a fazenda. O banco público financiou R$ 58 milhões das operações da empresa na Ipê.⁴⁸
Em nota, a empresa negou a existência do empréstimo, mas a operação foi confirmada pelo BNDES via Lei de Acesso à Informação.⁴⁹
O vencimento do contrato foi em abril de 2023. Alguns meses depois, entre julho e setembro daquele ano, a fazenda teve 3,6 hectares desmatados em área crítica para a biodiversidade do Cerrado, segundo dados da Aid Environment, uma organização que realiza análises voltadas à proteção de áreas naturais.
O Joio também identificou, usando dados georreferenciados do MapBiomas Alerta e do Cadastro Ambiental Rural, que 41 hectares desmatados na fazenda Ipê avançaram sobre a Reserva Legal⁵⁰. Segundo a Insolo, “nunca foi realizado pela companhia qualquer supressão em área de reserva legal”.
A propriedade teve autorização de desmatamento emitida em 2022 pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh-PI) em 100% da sua área⁵¹, que é de 47,9 mil hectares⁵². O desmatamento ocorreu no mesmo ano em que Faria comprou o Grupo Insolo.


A reportagem perguntou à Semarh-PI se a autorização condicionou o proprietário da fazenda a compensar a área de Reserva Legal em outra fazenda. A secretaria não retornou os pedidos de informação.

Faria e as relações de poder
Já que as legislações corporativas estadunidense e brasileira não exigem transparência de compra e venda de ativos de fundos patrimoniais e empresas de capital fechado — caso dos fundos de Harvard e da empresa Insolo, respectivamente —, não é possível saber se Harvard desinvestiu totalmente da Insolo.
A universidade pode, por exemplo, ter criado outra subsidiária e continuar a aplicar somas na empresa brasileira, explica Fábio Pitta, coordenador de Projetos Sociais da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, organização que acompanha casos de grilagem e violação de direitos humanos e territoriais.
“A gente sabe que a Insolo foi vendida porque o Ricardo Faria comprou, ele assumiu, divulgou e tudo mais. Mas não porque a gente tenha tido informações vindas de Harvard do que aconteceu com as terras”⁵³, afirma Pitta.
A dominação de grupos empresariais sobre a região se acumula ao longo do tempo e é repassada de mão em mão entre pessoas físicas e jurídicas, de dentro ou de fora do país, o que dissipa a responsabilização pelos danos causados. Os prejuízos ficam com as famílias que resistem à expropriação de suas terras coletivas.
“Harvard deveria ser responsabilizada por todo esse processo. Porque ela chega, implementa a fazenda, desmata, expulsa as pessoas e depois passa adiante, pega o dinheiro, enfia no bolso e fala ‘não, não temos mais nenhum negócio lá’”⁵⁴, argumenta Pitta, da Rede Social.
O Joio entrou em contato com a Phemus Corp e a Harvard Management Company, que não responderam.
Com ou sem aportes financeiros internacionais na Insolo Terrus, a empresa compõe o conglomerado corporativo de Ricardo Faria. Ele também controla a Global Eggs, além de outras empresas no setor têxtil, de compra e venda de imóveis, sociedades de participação, entre outros.
Nos anos 2020, é como se Faria desfrutasse da política dos “campeões nacionais” fora do seu tempo. A política foi uma estratégia dos primeiros governos Lula de oferecer crédito via BNDES a juros baixos, abrindo portas para que empresários escolhidos expandissem agressivamente suas empresas.
Duas décadas mais tarde, Faria critica o Bolsa Família ao mesmo tempo em que tem acesso a empréstimos via BNDES a juros de 2,54% ao ano, como é o caso dos financiamentos feitos para a Insolo Terrus entre 2022 e 2023⁵⁵. Outras empresas dele também se beneficiaram de juros baixos.
Em 2026, um trabalhador que precise financiar uma casa pelo sistema habitacional da Caixa Econômica Federal será submetido a juros mínimos de 10% ao ano. O mesmo indivíduo contrataria um empréstimo consignado acima de 19% ao ano.
O lucro que Faria não divide com os bancos financia candidatos políticos da extrema-direita que contribuem para que seus negócios continuem a render. Além disso, estejam alinhados a pautas que enfraquecem a proteção ambiental, como o Marco Temporal e o Licenciamento — este último conhecido como PL da Devastação.
Nas eleições de 2022, o empresário doou R$ 1,6 milhão para partidos como PP, PL, Novo, Republicanos, MDB e PSD⁵⁶. Desse valor, 9% favoreceu a campanha malsucedida para presidente de Jair Bolsonaro⁵⁷.
Naquele ano, ainda como presidente, Bolsonaro foi pessoalmente até a fazenda Ipê, na companhia de Ricardo Faria, inaugurar o “primeiro sinal de 5G rural do país”.
Bruna Bronoski, *colaborou Marco Mantovani, de Santa Filomena e Baixa Grande do Ribeiro, Piauí
[Em parceria com: Repórter Brasil]
Carta aberta à FAO enviada pelos posseiros de comunidades tradicionais do Cerrado informando que a comunidade “Sete Lagoas” assume a identidade de povo indígena Gamela (ID. 5065313 – Pág. 77/81). https://drive.google.com/file/d/14NrOv-gDZFF_ylpk01uKQkxRcpZFJL7Z/view?usp=sharing
14:30 https://escriba.app/pt-br/transcription/editor/5bbd3e99-bb0d-4b8f-8d91-16dbbf9334d2/
https://drive.google.com/file/d/1VaT_tZwj9iknFgG-URRubVUy6wyu-XdW/view?usp=sharing
Matrícula https://drive.google.com/file/d/1ycB9Lv0qqsKuwAEZ5RbPAtLbgp3z6pgI/view?usp=sharing
P. 11 https://docs.google.com/document/d/1Ixs2sjDuJ3GmsQEwXnEXmDu6iDHU1UVW/edit?usp=sharing&ouid=104357248808272893238&rtpof=true&sd=true
contrato https://drive.google.com/file/d/1t9BIXh-joJ5M9Y0XbEmjJZ_ZpaHZx4z8/view?usp=sharing
Phemus Corp
https://drive.google.com/file/d/1bdMrZkOQfK6TU5tWnC9sx1OIW-Z4iQ_c/view?usp=sharing
+ Harvard Private Capital Holdings e HMC https://drive.google.com/file/d/1gF19HGgs8EgZQSyqc76Q5_XBt6qtyQ7i/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1t9BIXh-joJ5M9Y0XbEmjJZ_ZpaHZx4z8/view?usp=sharing
P. 123 https://drive.google.com/file/d/19GAgATJA3HDTb3Hqy-cN5_F8jM0tf5Gy/view?usp=sharing
https://drive.google.com/drive/folders/1xwLmu5lkyVwo6Nwtzm5m6lOBHzctFDhf?usp=drive_link
Shapefile VaoDoVico-partes-I-e-II_comun_interpi https://drive.google.com/drive/folders/1mGzl0z5W5o2BcyGYnBmy-Eqs1Ap1lmdI?usp=drive_link
Doravante denominada AD ESMERALDA. Matrícula: https://drive.google.com/file/d/1RcKFkr4uO_Rky_YjPgngsA6o2Y5fLPVb/view?usp=sharing
Ver “outorgantes: residentes e domiciliados na localidade rural de Sete Lagoas” + P. 8 + a Funai fez uma denúncia formal para a DPF (p. 9) e MPF (p. 8), e os moradores Sesarino (p. 18, 19) e Zulmira (p. 22) registraram B.O.s das expulsões https://drive.google.com/file/d/1IY6957tHoYGgJH2iQbdOnB75qC6N7Lo6/view?usp=sharing
A casa de D. Zulmira que tinha sido derrubada não saiu no relatório da perícia. P. 123 + p. 124 https://drive.google.com/file/d/19GAgATJA3HDTb3Hqy-cN5_F8jM0tf5Gy/view?usp=sharing
03:50-03:58 https://docs.google.com/document/d/1kJ3DOZ11IEhpMaFqJO5N0bi1BEeIWkOQ/edit?usp=sharing&ouid=104357248808272893238&rtpof=true&sd=true
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P. 83 O conflito se exacerbou a partir do ano 2010 com a entrada da empresa Damha na região. https://drive.google.com/file/d/1w0RE-P5fbcJ2tVaFCESFAcbCIkEIwTto/view?usp=sharing
2003 https://escriba.app/pt-br/transcription/editor/5bbd3e99-bb0d-4b8f-8d91-16dbbf9334d2
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06:49 https://escriba.app/pt-br/transcription/editor/5bbd3e99-bb0d-4b8f-8d91-16dbbf9334d2/
Matrícula bloqueada terra do governo do PI para Damha https://drive.google.com/file/d/1YV4Lj6oD0GcHGIf4WGaGM2SeB0HtX26s/view?usp=sharing
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P. 39 https://drive.google.com/file/d/1PD-bvl9SlVAiyN0wf3Lm3vjyqA50F8Qh/view?usp=sharing
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P. 69 colunas A e I https://drive.google.com/file/d/1gF19HGgs8EgZQSyqc76Q5_XBt6qtyQ7i/view?usp=sharing
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Cnpj 09.571.284/0001-40
P. 74, coluna A Fortaleza Agroindustrial Ltda + coluna H e I https://drive.google.com/file/d/1bdMrZkOQfK6TU5tWnC9sx1OIW-Z4iQ_c/view?usp=drive_link
+ Investimentos de Harvard na Insolo em 2017 e 2020 https://docs.google.com/document/d/1TKonVBx6ENrtD1d8Q4T7S7iTNARsBPElQS4IJYq-C60/edit?usp=sharing
Item (31) p. 40 https://drive.google.com/file/d/1coKXxd-UtjReFViKTmY-3uwH1famJCnI/view?usp=sharing
P. 83 https://drive.google.com/file/d/1bdMrZkOQfK6TU5tWnC9sx1OIW-Z4iQ_c/view?usp=sharing
Linha 22 coluna W https://docs.google.com/spreadsheets/d/12Dm9NeA-A6O63chNkjHK1AkT0dyiH6Y7/edit?usp=sharing&ouid=104357248808272893238&rtpof=true&sd=true
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Linhas 2, 3 e 4 https://docs.google.com/spreadsheets/d/1uH4bGom1na8t7QZmi5IX36rZG-t8kGIn/edit?usp=sharing&ouid=104357248808272893238&rtpof=true&sd=true
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clipped apresenta 419972,0556 m² de sobreposição do alerta mapbiomas com a área de RL da fazenda Ipê
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Linha 3 colunas H e Q https://docs.google.com/spreadsheets/d/12Dm9NeA-A6O63chNkjHK1AkT0dyiH6Y7/edit?usp=sharing&ouid=104357248808272893238&rtpof=true&sd=true
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13:17 https://docs.google.com/document/d/1gBegyqJ0bN7n0e2dIQLYqO9GSU5h58yR/edit?usp=drive_link&ouid=104357248808272893238&rtpof=true&sd=true
https://drive.google.com/file/d/1LXdne-6TiclB_iIr4Jplk3zohTmkz_O0/view?usp=sharing



