Por Manuella Mirella, presidenta da União Nacional dos Estudantes

A Barbie não é só uma boneca ou um filme, é um sentimento. Não é de hoje que a boneca é criticada por estabelecer padrões de beleza irreais, impostos durante gerações na sociedade fazendo com que nossas meninas, desde muito cedo, se odiassem ou tentassem atingir padrões inatingíveis (sejam eles estéticos ou de consumo).

Em nós, meninas negras, tudo se intensifica a partir de uma não representação étnica. “Vocês precisam ser magras, brancas, loiras, de olhos claros, têm que ter o cabelo liso, andar como a Barbie, se vestir como ela…”, tenho certeza de que a maioria de nós já se comparou em algum momento com ela ou não se achou bonita o suficiente por não se ver como ela.

Pelas críticas, o novo filme dirigido por Greta Gerwig apresenta uma nova versão do mundo Barbie, com questões sobre empoderamento feminino, igualdade de gênero e o impacto dos padrões estéticos na sociedade. As “Barbies” vêm em todas as cores e tipos de corpo, e ocupam posições de destaque, incluindo prêmios Nobel e assentos na Suprema Corte.

Estou muito animada para assistir ao filme e poder relembrar vários momentos da infância, mas antes disso queria saudar as “Barbies” da vida real, aquelas que são lindas em sequenciar genomas em tempo recorde, em produzir ciência e inovação, em conduzir pesquisas pioneiras para o desenvolvimento nacional e tudo isso recebendo bem menos que os homens! Aquelas que ousam ocupar espaços que não foram feitos para nós, como a política, aquelas que ousam lutar por um mundo melhor e mais justo para todas e todos!

Que esse filme possa ser um refresco de bons momentos da infância, mas também de um ressignificado para a Barbie. De resto, que possamos ser as Barbies da vida real, cada vez mais fortes e singulares. Somos potência!

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