Boaventura de Sousa Santos

A Europa em 2021

Portugal tem boas condições para ser o timoneiro da UE neste período. Mas será lamentável se não aproveitar esta posição invejável para se libertar da chantagem dos países frugais e para cumprir plenamente a Leis de Bases da Saúde, dando ao SNS a centralidade que ele merece.

Trump não tomará cianeto

Trump não é Hitler, os EUA não são a Alemanha nazi, nenhum exército invasor está caminho da Casa Branca. Apesar de tudo isto, não é possível evitar uma comparação entre Trump nestes últimos dias e os últimos dias de Hitler.

O enigma de Eduardo Lourenço 

Há algo intrigante e inusitado na posição do Portugal oficial para com Eduardo Lourenço: o consenso que se gerou à volta das suas ideias e o reconhecimento virtualmente unânime do seu altíssimo mérito intelectual.

A Europa, os EUA e a China

A única maneira de a Europa preservar os seus valores parece ser a de manter uma relativa autonomia em relação a ambos.

Uma saída para o Brasil

Certamente (os representantes do judiciário) já se deram conta de que serão as próximas vítimas, se a ilegalidade continuar à solta e impune. Não devem deixar-se intimidar por grupelhos extremistas nem pelo gabinete do ódio.

Defesa dos indígenas contra a Covid-19

O genocídio é uma realidade cada vez mais próxima na medida em que a Covid-19 se esparrama pela Amazônia, região onde está a maioria dos povos indígenas.

O fim do confinamento do deus cartesiano

A natureza é incapaz de uma tal concepção, e aí reside a sua incomensurável inferioridade em relação à mente própria dos humanos. Com a demonstração da existência de deus ficou provada a impossibilidade da co-existência com ele no mesmo mundo.

Os jogos da Direita: a TAP

No plano político, entramos no período pós-pandemia com as decisões do governo português sobre a TAP. Elas marcaram o fim do consenso político.

A universidade pós-pandêmica

Poucas instituições estarão tão ameaçadas. Mas nenhuma será tão importante para ajudar as sociedades pensar um mundo regido por novas lógicas. Mais: para transformar, a universidade precisará revolucionar-se. Eis algumas pistas.

As estátuas do nosso descontentamento

É neste caldo de poder injusto que aumenta o racismo, a negação de outras histórias, a violência contra as mulheres e a homofobia. É contra este poder que se dirige a contestação das estátuas. Esta contestação dá um relevo especial à luta antirracista e anticolonial, mas não esqueçamos que ela é tão importante quanto a luta antissexista e anticapitalista.