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Afinal, as fake news realmente importam e, se importam, é possível fazer algo para enfrenta-las? Praticamente desconhecidas até pouco tempo atrás, as fake news se tornaram comuns e circulam diariamente pelos meios digitais, atingindo diversos setores e mobilizando a atenção de pessoas sobre variadas questões. No entanto, ainda sabemos pouco como são produzidas, como ganham circulação e que efeitos produzem sobre aqueles que são atingidos.

Neste momento, às vésperas das eleições e após quatro anos de um governo que comprometeu seriamente a preservação ambiental, é urgente clarear essa questão e agir. Por isso, a Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP) e a Mídia Ninja se uniram em parceria para a realização de três aulões que colocam em diálogo o melhor do conhecimento produzido até agora sobre fake news e experiencias inovadoras de ativismos empenhados no combate à desinformação.

Os aulões abordam quem se beneficia economicamente com a circulação de fake news e como as pessoas comuns pagam as consequências dessa circulação; como as fake news afetam a questão ambiental, a Amazônia, os povos indígenas e as eleições; como operam as estratégias de desinformação e, sobretudo, que estratégias têm sido desenvolvidas pelo ativismo social e pelas instituições para combatê-las.

1.Amazônia

Com foco temático na Amazônia, o aulão abordou a economia das fakenews (quanto custa produzi-las, como se financiam, quem se beneficia com sua produção e circulação) e as diferentes estratégias de combate que têm sido postas em prática por diversos atores para combatê-las.

Karina Santos é coordenadora de Mídias e Democracia no ITS. Mestranda em Comunicação pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e graduada em Relações Públicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Atuou durante cinco anos como pesquisadora no grupo de pesquisa Tecnologias da Comunicação e Política (Uerj). Desenvolve pesquisas na área de desinformação, democracia digital e marketing político. Além de liderar iniciativas sobre ciber-resiliência para jornalistas e ativistas. No mercado atua há oito anos com comunicação digital no terceiro setor e em campanhas eleitorais.

Nina Santos é pesquisadora no Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital (INCT.DD) e no Centre d’Analyse et de Recherche Interdisciplinaires sur les Médias (Université Panthéon-Assas), coordenadora acadêmica do Desinformante e diretora do Aláfia Lab. Foi pesquisadora visitante no Center of Advanced Internet Research (CAIS – Alemanha, 2020) e no grupo Social Movements in the Global Age, na Université de Louvain-la-Neuve (SMAG – Bélgica, 2018). Sua tese de doutorado, defendida na Université Paris II, foi premiada com o Prix de thèse da instituição e indicada ao Prix de la Chancellerie des Universités de Paris. Seu livro “Social media logics: Visibility and mediation in the 2013 Brazilian protests” será lançado em outubro pela Palgrave Macmillan.

2.Povos Indígenas

Com foco temático nos povos indígenas, o aulão abordou estratégias de desinformação amplamente utilizadas, caracterizando sua estrutura e disseminação, bem como os sinais que permitem identificá-las.

Raquel Recuero é professora e pesquisadora da Universidade Federal de Pelotas e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. É coordenadora do Laboratório de Pesquisa MIDIARS (Mídia, Discurso e Análise de Redes Sociais) que investiga o fenômeno da desinformação no Brasil.

Tukumã Pataxó, da aldeia Pataxó de Coroa Vermelha-Ba. Ativista, estudante de Gastronomia na UFBA, comunicador, influenciador, diretor de comunicação da AJIP “Associação de jovem indígenas Pataxó”.  Faz parte da Mídia Índia, um dos maiores veículos de comunicação indígena do Brasil.

Anapuaka Tupinambá é filho de Pindorama, Nação Tupinambá. Artista indígena orgânico e virtual, produtor executivo da Rádio Yandê, Casa Yandê, Prêmio da Música Indígena Contemporânea, Yby Festival, Yby MANI, Maker Indígena, especialista em HiperMuseus, Bussines RedSkin Money, RePangeia Indígena, co-fundador de Movimento Civil Agora.

3.Eleições

Com foco em eleições, o Aulão Eleições mostrou os mecanismos que tornam as fakenews efetivas quanto a sua circulação, bem como seus possíveis efeitos diretos e indiretos nas escolhas de eleitoras e eleitores.

Wilson Gomes é doutor em filosofia (1988) e professor de Teoria da Comunicação na Universidade Federal da Bahia (UFBA) há 30 anos. É também diretor de pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporânea da UFBA e coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para a Democracia Digital (INCT.DD). Desde 1989 leciona, pesquisa e orienta alunos na área de Comunicação, nas especialidades de comunicação política, e-política, democracia digital e transformação digital de governo.

Fred Batista é doutor em ciência política pela Universidade de Vanderbilt (EUA) e professor da Universidade da Carolina do Norte em Charlotte (EUA). É especialista em opinião pública e voto no Brasil e na América Latina.


Comitê Organizador

Viktor Chagas (Coordenador)
Adrian Gurza Lavalle
Luciana Veiga
Raíssa Galvão
Rogério Arantes