O centro de Cachoeira do Arari, no Marajó, foi tomado por música, cores e alegria no dia 11 de janeiro, com a realização do Cortejo do Cordão do Galo. Promovida pelo Arraial do Pavulagem, a ação reuniu cerca de 3 mil pessoas em uma grande celebração coletiva, reafirmando a cultura popular amazônica e o protagonismo da criança marajoara no território.

Antes de ocupar as ruas, o projeto desenvolveu, entre os dias 5 e 11 de janeiro, uma intensa programação formativa, com vivências culturais, oficinas artísticas e ações de cidadania. Ao longo desse período, mais de 300 crianças e cerca de 200 famílias participaram das atividades, fortalecendo vínculos comunitários, identidades e o sentimento de pertencimento.

“Chegar ao 18º ano do Cordão do Galo com esse envolvimento mostra como a cultura é uma ferramenta real de transformação. Aqui, a infância é respeitada, ouvida e colocada no centro do processo”, destaca Júnior Soares, músico e cofundador do Arraial do Pavulagem.

A programação integrou oficinas de canto, dança, percussão, perna de pau, educação ambiental e design sustentável, além de rodas de conversa sobre cidadania infantil, empoderamento feminino e cuidado com o território. Também fizeram parte da agenda ações de economia solidária, como o Bazar do Galo, e debates públicos sobre a gestão de resíduos na cidade, em parceria com a Cooperativa dos Catadores de Materiais Recicláveis (Concaves).

O cortejo teve início no Museu do Marajó e seguiu pelas ruas da cidade até a Praça da Matriz, onde as crianças do Cordão do Galo se apresentaram ao lado da Banda João Viana, formada por moradores de Cachoeira do Arari. A manhã de celebração foi encerrada com show do Arraial do Pavulagem, participações especiais e a realização da Feira Criativa, que reuniu artesanato e gastronomia marajoara.

O Cordão do Galo integra o projeto Arrastão do Pavulagem – Cultura da Amazônia na COP30 e além, realizado pelo Instituto Arraial do Pavulagem, com patrocínio máster da Petrobras, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e apoio de instituições locais e estaduais. A iniciativa reafirma a cultura como direito, educação e ferramenta de fortalecimento comunitário no Marajó.