A Copa das Despedidas marca o adeus de uma geração histórica
Messi, Cristiano, Neymar e outros ídolos vivem os últimos capítulos de suas trajetórias em Mundiais.
Por Juliana Araujo – Cobertura Colaborativa Ninja Esporte Clube
A Copa do Mundo de 2026 entrou para a história antes mesmo da definição do campeão. O torneio, disputado nos Estados Unidos, Canadá e México, representa o provável adeus de uma geração que dominou o futebol mundial nas últimas duas décadas. Entre os mais de 1,2 mil jogadores inscritos para a competição, diversos nomes chegam ao Mundial próximos ou acima dos 35 anos. Para muitos deles, disputar outra Copa daqui a quatro anos parece improvável, por isso, o torneio ganha um significado especial: a despedida dos craques que marcaram época.
Messi, Cristiano e Neymar encerram uma era
Os três principais protagonistas do futebol mundial nos últimos 15 anos já sinalizaram que esta pode ser sua última participação em Copas do Mundo. Atual campeão mundial, Lionel Messi chega ao torneio buscando encerrar sua trajetória em Mundiais da mesma forma que começou: sendo decisivo. Em sua estreia na Copa de 2026, o camisa 10 argentino marcou três vezes na vitória sobre a Argélia e mostrou que ainda é capaz de liderar sua seleção nos momentos mais importantes.
Do outro lado está Cristiano Ronaldo, o maior artilheiro da história das seleções, o português busca o único grande troféu que ainda falta em sua carreira. A estreia, porém, foi discreta: Portugal empatou com a República Democrática do Congo, e o camisa 7 passou em branco, aumentando a pressão para os próximos compromissos.
Já Neymar ainda aguarda a oportunidade de entrar em campo. O camisa 10 brasileiro segue em recuperação de lesão e não participou da estreia da Seleção Brasileira. A expectativa é que esteja disponível ao longo da competição para tentar conquistar o título mais importante de sua carreira e encerrar o jejum de 24 anos do Brasil sem um título mundial.
Veteranos seguem escrevendo suas histórias
Além do trio de astros, outros jogadores históricos também vivem seus últimos momentos em Copas do Mundo. O goleiro Guillermo Ochoa, de 40 anos, disputa seu sexto Mundial. Convocado após a grave lesão de Luis Malagón, o mexicano amplia uma trajetória que o transformou em um dos personagens mais marcantes da competição ao longo dos anos.
Pela Bélgica, dois dos maiores nomes da geração dourada voltam a dividir o protagonismo. Romelu Lukaku disputa sua quarta Copa do Mundo e tenta repetir a campanha histórica de 2018, quando os belgas terminaram na terceira colocação. Ao seu lado está Kevin De Bruyne, também presente em sua quarta participação consecutiva, considerado um dos melhores meio-campistas de sua geração, ele encara o torneio como uma das últimas oportunidades de levar a Bélgica ao topo do futebol mundial.
Ídolos nacionais em busca de um último capítulo
Poucos jogadores representam tanto suas seleções quanto Luka Modrić representa a Croácia. Aos 40 anos, o meio-campista disputa sua quinta Copa do Mundo e se aproxima da marca de 200 partidas pela seleção. Vice-campeão em 2018 e terceiro colocado em 2022, Modrić é considerado pelo técnico Zlatko Dalić o maior jogador da história do futebol croata.
Outro veterano que chega para sua quinta participação é Manuel Neuer. Campeão mundial em 2014, o goleiro foi titular em todos os 19 jogos da Alemanha em Copas desde que assumiu a posição e segue como uma das referências da equipe alemã.
O futuro bate à porta
Nem todos os jogadores desta lista chegaram aos 40 anos, mas alguns já enxergam 2026 como sua última grande oportunidade. É o caso de Harry Kane, próximo de completar 33 anos, o atacante inglês deixou em aberto a possibilidade de encerrar sua trajetória em Mundiais nesta edição. Com oito gols em 11 partidas de Copa, Kane segue como uma das principais referências da Inglaterra, mas sabe que a concorrência por espaço no ataque deve aumentar nos próximos anos.
Mais do que uma Copa
A Copa do Mundo de 2026 não será lembrada apenas pelos gols, pelas surpresas ou pelo campeão que será coroado ao final da competição.
Ela ficará marcada como o torneio que reuniu, pela última vez, alguns dos maiores jogadores da história do futebol. Uma geração que transformou o esporte, conquistou títulos, quebrou recordes e inspirou milhões de torcedores ao redor do mundo.
Quando o apito final soar para esses craques, não será apenas o encerramento de mais uma Copa. Será também o fim de uma das eras mais brilhantes que o futebol já testemunhou.



