De Sócrates a Matt Freese: os jogadores de Copa do Mundo que se formaram em universidades históricas
Conheça os craques da seleção brasileira e do futebol mundial que também construíram carreiras acadêmicas fora dos gramados
Por Labelle Fernanda – Cobertura Colaborativa Ninja Esporte Clube
No maior palco do futebol mundial, jogadores chamam atenção pela técnica, gols e atuações decisivas. Mas há uma característica em comum entre alguns dos atletas da Copa do Mundo 2026 que passa despercebida pela maioria dos torcedores: o diploma universitário. Histórias que mostram como a formação acadêmica também pode fazer parte da trajetória de quem chegou ao topo do esporte.
Destaque na seleção dos Estados Unidos e ex-aluno de uma das melhores instituições de ensino superior do mundo, o goleiro norte-americano Matt Freese é formado em Economia pela Universidade de Harvard. Ao longo da atuação como atleta, Freese conciliava uma agenda de treinos pelo Philadelphia Union, clube da Major League Soccer (MLS), com as aulas acadêmicas.
No jogo de estreia dos Estados Unidos na competição, na última sexta-feira (12), o estadunidense se tornou o primeiro graduado de Harvard a participar de um torneio da Copa do Mundo.
Em entrevista à Federação Internacional de Futebol (FIFA), o jogador afirmou que a graduação foi fundamental para “abrir os olhos para as pessoas”. “O nível das conversas intelectuais é altíssimo e isso me abriu os olhos para um grupo de pessoas muito diverso. Tive contato com muitos tipos diferentes de culturas e faixas etárias”, disse Matt.
A seleção da Terra do Sol Nascente também tem um jogador e economista: o japonês Yuto Nagatomo é formado em Economia pela Universidade Meiji, em Tóquio. Outro atleta da Copa do Mundo de 2026 que possui formação é o espanhol Rodrigo Hernández, conhecido como Rodri. O capitão da Seleção Espanhola é formado em Economia e Negócios pela Universitat Jaume I, em Castellón.



Jogadores brasileiros e acadêmicos
A Seleção Brasileira também tem em sua história jogadores que tiveram passagens por universidades. O acadêmico-jogador mais conhecido é o Dr. Sócrates, que se formou em Medicina pela Universidade de São Paulo, em 1977, e atuou em Copas nos anos de 1982 e 1986.
O Rei, eterno camisa 10 da seleção, também possuía graduação. Pelé se formou em Educação Física pela Universidade Metropolitana de Santos. O camisa 10 entrou na faculdade em 1970 e concluiu sua formação em 1974. Inclusive, chegou a emitir o registro profissional da categoria.
Apesar de não ter dividido os gramados com a sala de aula, Tostão, o Eduardo Gonçalves, formou-se em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e atuou como médico oftalmologista após encerrar a carreira nos campos. Tostão fez parte do elenco brasileiro que conquistou a Copa do Mundo de 1970, no México, e é lembrado até hoje como um dos grandes nomes do futebol-arte brasileiro, tendo formado, ao lado de Pelé, uma das duplas de ataque mais admiradas da história da seleção.






