A Academia Brasileira de Cinema anunciou nesta terça-feira (2) os finalistas do Prêmio Grande Otelo 2026, dando início à contagem regressiva para a principal premiação do audiovisual brasileiro. A edição deste ano marca os 25 anos de premiações promovidas pela instituição e acontece no dia 4 de agosto, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com transmissão ao vivo pelo YouTube da Academia e pelo Canal Brasil.

O grande destaque da edição é “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, que lidera a disputa com 18 indicações. O longa concorre nas principais categorias da premiação, incluindo Melhor Longa-Metragem Ficção, Direção, Roteiro Original, Fotografia, Montagem, Som e atuações.

Segundo a presidente da Academia Brasileira de Cinema, Renata Almeida Magalhães, a celebração dos 25 anos simboliza a permanência e a força do audiovisual nacional. “Vinte e cinco anos é fato para comemorar. Estivemos, estamos e estaremos sempre junto com o que o audiovisual brasileiro produz”, afirmou.

Ao todo, serão entregues 32 prêmios voltados para longas-metragens, curtas-metragens e séries brasileiras. A maior parte das categorias será definida por um júri composto por profissionais associados à Academia, enquanto o público poderá votar no Grande Otelo de Melhor Filme pelo Júri Popular, por meio do site oficial da instituição.

A edição de 2026 também marca o retorno da categoria Melhor Longa-Metragem Comédia e inclui uma nova premiação dedicada à Melhor Montagem Documentário. Entre os filmes mais lembrados pelos votantes também aparecem “Manas”, de Marianna Brennand, “O Último Azul”, de Gabriel Mascaro, “Homem com H”, de Esmir Filho, e “O Filho de Mil Homens”, dirigido por Daniel Rezende.

Nas categorias de atuação, nomes consagrados do cinema e da televisão brasileira disputam os troféus principais. Entre as atrizes indicadas estão Camila Pitanga por “Malês”, Carolina Dieckmmann por “(Des)controle” e Denise Weinberg por “O Último Azul”. Já entre os atores, concorrem Wagner Moura por “O Agente Secreto”, Rodrigo Santoro por “O Filho de Mil Homens” e Jesuíta Barbosa por “Homem com H”.

A premiação também contempla o crescimento das produções seriadas brasileiras. Na categoria de Melhor Série Brasileira de Ficção, estão indicadas produções como “Beleza Fatal”“Cangaço Novo”“Emergência Radioativa” e “Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente”. Já no campo documental, séries como “A Mulher da Casa Abandonada” e “Congonhas: Tragédia Anunciada” disputam o troféu.

O Prêmio Grande Otelo 2026 conta com apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da RioFilme, vinculada à Secretaria Municipal de Cultura. De acordo com o prefeito Eduardo Cavaliere, o setor audiovisual movimentou R$ 4,7 bilhões na economia carioca em 2025 e consolidou o Rio como a cidade mais filmada da América Latina.

A cerimônia terá início às 20h15 e os resultados serão auditados pela PwC Brasil.

Além da liderança absoluta de “O Agente Secreto”, a lista de indicados reforça a diversidade temática e estética do cinema brasileiro contemporâneo. Narrativas voltadas para memória, identidade, questões sociais, ancestralidade e conflitos políticos aparecem entre os principais títulos do ano.

Produções como “Manas” e “O Último Azul” consolidam o protagonismo de novos olhares autorais dentro do cinema nacional, enquanto “Homem com H” chama atenção pelo desempenho de Jesuíta Barbosa na interpretação de Ney Matogrosso. Já “O Filho de Mil Homens” fortalece a presença de adaptações literárias entre os finalistas.

A presença de documentários como “Apocalipse nos Trópicos”, de Petra Costa, e “A Queda do Céu”, de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha, também evidencia a força do documentário político e social brasileiro no circuito contemporâneo.

Foto: Rogério Resende

Confira a lista completa de finalistas abaixo:

Melhor longa-metragem ficção

  • “Homem com H” — direção de Esmir Filho
  • “Manas” — direção de Marianna Brennand
  • “O Agente Secreto” — direção de Kleber Mendonça Filho
  • “O Filho de Mil Homens” — direção de Daniel Rezende
  • “O Último Azul” — direção de Gabriel Mascaro

Melhor longa-metragem comédia

  • “Agentes Muito Especiais” — direção de Pedro Antonio
  • “C.I.C – Central de Inteligência Cearense” — direção de Halder Gomes
  • “Sexa” — direção de Gloria Pires
  • “Sonhar com os Leões” — direção de Paolo Marinou-Blanco
  • “Uma Mulher sem Filtro” — direção de Arthur Fontes
  • “Velhos Bandidos” — direção de Claudio Torres

Melhor longa-metragem documentário

  • “A Queda do Céu” — direção de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha
  • “Apocalipse nos Trópicos” — direção de Petra Costa
  • “Hora do Recreio” — direção de Lucia Murat
  • “Mambembe” — direção de Fabio Meira
  • “Ritas” — direção de Oswaldo Santana e Karen Harley

Melhor longa-metragem infantil

  • “Narciso” — direção de Jeferson De
  • “O Diário de Pilar na Amazônia” — direção de Eduardo Vaisman e Rodrigo Van Der Put
  • “O Último Episódio” — direção de Maurilio Martins
  • “Os Dragões” — direção de Gustavo Spolidoro
  • “Thiago e Ísis e os Biomas do Brasil” — direção de João Amorim

Melhor longa-metragem animação

  • “Authentic Games no Império Desconectado” — direção de Bruno Murtinho
  • “Eu e Meu Avô Nihonjin” — direção de Celia Catunda
  • “Nosso Louco Amor” — direção de Nelson Botter Jr.
  • “Tainá e os Guardiões da Amazônia – Em Busca da Flecha Azul” — direção de Alê Camargo e Jordan Nugem

Melhor longa-metragem ibero-americano

  • “Belén” — direção de Dolores Fonzi
  • “La Misteriosa Mirada del Flamenco” — direção de Diego Céspedes
  • “O Riso e a Faca” — direção de Pedro Pinho
  • “Pepe” — direção de Nelson Carlo de los Santos Arias
  • “Un Poeta” — direção de Simón Mesa Soto

Melhor direção

  • Daniel Rezende — “O Filho de Mil Homens”
  • Esmir Filho — “Homem com H”
  • Gabriel Mascaro — “O Último Azul”
  • Kleber Mendonça Filho — “O Agente Secreto”
  • Marianna Brennand — “Manas”

Melhor primeira direção de longa-metragem

  • Douglas Soares — “Papagaios”
  • Gloria Pires — “Sexa”
  • Júlia Jordão — “Perfeitos Desconhecidos”
  • Márcia Faria — “A Procura de Martina”
  • Rafaela Camelo — “A Natureza das Coisas Invisíveis”

Melhor atriz de longa-metragem

  • Camila Pitanga — “Malês”
  • Carolina Dieckmmann — “(Des)controle”
  • Denise Weinberg — “O Último Azul”
  • Jamilli Correa — “Manas”
  • Tânia Maria — “O Agente Secreto”

Melhor ator de longa-metragem

  • Antonio Pitanga — “Malês”
  • Ary Fontoura — “Velhos Bandidos”
  • Irandhir Santos — “Os Enforcados”
  • Jesuíta Barbosa — “Homem com H”
  • Rodrigo Santoro — “O Filho de Mil Homens”
  • Wagner Moura — “O Agente Secreto”

Melhor atriz coadjuvante

  • Alice Carvalho — “O Agente Secreto”
  • Camila Márdila — “A Natureza das Coisas Invisíveis”
  • Dira Paes — “Manas”
  • Grace Passô — “O Filho de Mil Homens”
  • Hermila Guedes — “O Agente Secreto”

Melhor ator coadjuvante

  • Adanilo — “O Último Azul”
  • Alejandro Claveaux — “Ruas da Glória”
  • Augusto Madeira — “Os Enforcados”
  • Carlos Francisco — “O Agente Secreto”
  • Gabriel Leone — “O Agente Secreto”
  • Robério Diogenes — “O Agente Secreto”
  • Rodrigo Santoro — “O Último Azul”
  • Rômulo Braga — “Manas”

Melhor roteiro original

  • Anna Muylaert — “A Melhor Mãe do Mundo”
  • Esmir Filho — “Homem com H”
  • Felipe Sholl, Marcelo Grabowsky, Marianna Brennand, Carolina Benevides, Antonia Pellegrino e Camila Agustini — “Manas”
  • Gabriel Mascaro e Tibério Azul — “O Último Azul”
  • Kleber Mendonça Filho — “O Agente Secreto”
  • Rafaela Camelo — “A Natureza das Coisas Invisíveis”

Melhor roteiro adaptado

  • Aly Muritiba e Jessica Candal — “Barba Ensopada de Sangue”
  • Bruno Bini — “Cinco Tipos de Medo”
  • Daniel Rezende — “O Filho de Mil Homens”
  • Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha — “A Queda do Céu”
  • Marco Dutra — “Enterre seus Mortos”
  • Wagner de Assis — “O Advogado de Deus”

Melhor direção de fotografia

  • Azul Serra — “Homem com H”
  • Azul Serra — “O Filho de Mil Homens”
  • Evgenia Alexandrova — “O Agente Secreto”
  • Guillermo Garza — “O Último Azul”
  • Pierre de Kerchove — “Manas”

Melhor direção de arte

  • Dayse Barreto — “O Último Azul”
  • Dina Salem Levy — “Um Lobo Entre os Cisnes”
  • Marcos Pedroso — “Manas”
  • Thales Junqueira — “Homem com H”
  • Thales Junqueira — “O Agente Secreto”

Melhor figurino

  • Gabriella Marra — “Homem com H”
  • Gabriella Marra — “O Último Azul”
  • Kika Lopes — “Manas”
  • Manuela Mello — “O Filho de Mil Homens”
  • Rita Azevedo — “O Agente Secreto”
  • Rô Nascimento — “Malês”

Melhor maquiagem

  • Andrea Tristão — “Barba Ensopada de Sangue”
  • Juliana Bolze — “O Último Azul”
  • Marisa Amenta — “O Agente Secreto”
  • Martín Macías Trujillo — “Homem com H”
  • Martín Macías Trujillo — “O Filho de Mil Homens”

Melhor montagem de ficção

  • Bruno Bini — “Cinco Tipos de Medo”
  • Eduardo Serrano e Matheus Farias — “O Agente Secreto”
  • Germano de Oliveira — “Homem com H”
  • Isabela Monteiro de Castro — “Manas”
  • Marcelo Junqueira — “O Filho de Mil Homens”

Melhor montagem documentário

  • André Felipe Silva e João Wainer — “Zico – O Samurai de Quintino”
  • Cristina Amaral — “Ecos do Teatro Experimental do Negro”
  • David Barker, Tina Baz, Nels Bangerter, Jordana Berg, Victor Miaciro e Eduardo Gripa — “Apocalipse nos Trópicos”
  • Fabio Meira, Juliano Castro e Affonso Uchôa — “Mambembe”
  • Jordana Berg — “Cazuza, Boas Novas”
  • Oswaldo Santana — “Ritas”

Melhor efeito visual

  • Alexandre Boiron, Luuk Meijer e David Van Heeswijk — “O Agente Secreto”
  • Claudio Peralta — “O Diário de Pilar na Amazônia”
  • Eduardo Kurt, Magdalena Maia, Sofia Sussekind, Beatriz Paixão e Vandré Huppes — “O Último Azul”
  • Juliano Storchi — “O Filho de Mil Homens”
  • Massao Asaga — “Homem com H”

Melhor som

  • Ana Luiza Penna, Martín Grignaschi e Armando Torres Jr. — “Homem com H”
  • Lia Camargo, Toco Cerqueira e Alan Zilli — “O Filho de Mil Homens”
  • Liliana Villaseñor, Heverson Batista, María Alejandra Rojas, Arturo Salazar RB e Vincent Sinceretti — “O Último Azul”
  • Pedro Moreira, Moabe Filho, Tijn Hazen e Cyril Holtz — “O Agente Secreto”
  • Valéria Ferro, Miriam Biderman, Ricardo Reis e Armando Torres Jr. — “Manas”

Melhor trilha sonora

  • André Abujamra e George Nahssen — “A Melhor Mãe do Mundo”
  • Antonio Pinto e Barulhista — “Malês”
  • Fabio Góes — “O Filho de Mil Homens”
  • Guilherme Amabis, Mariana Amabis e Rica Amabis — “Homem com H”
  • Tomaz Alves Souza e Mateus Alves — “O Agente Secreto”

Melhor série brasileira de ficção para TV aberta, TV paga ou streaming

  • “Ângela Diniz: Assassinada e Condenada”
  • “Beleza Fatal”
  • “Cangaço Novo”
  • “Emergência Radioativa”
  • “Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente”

Melhor série brasileira de documentário para TV aberta, TV paga ou streaming

  • “A Mulher da Casa Abandonada”
  • “Caçador de Marajás”
  • “Cazuza: Além da Música”
  • “Chico Anysio – Um Homem à Procura de um Personagem”
  • “Congonhas: Tragédia Anunciada”
  • “O Testamento: O Segredo de Anita Harley”

Melhor série brasileira de animação para TV aberta, TV paga ou streaming

  • “As Aventuras de Tita”
  • “Esquadrão do Mar Azul”
  • “Esse é o Bicho!”
  • “Gnaks!”
  • “O Mundo sem Filtro de Any Malu”
  • “Osmar, a Primeira Fatia do Pão de Forma”
  • “Senninha na Pista Maluca”

Melhor curta-metragem ficção

  • “Amarela” — direção de André Hayato Saito
  • “Arame Farpado” — direção de Gustavo de Carvalho
  • “Boiuna” — direção de Adriana de Faria
  • “Klaustrofobia” — direção de João Londres
  • “Peixe Morto” — direção de João Fontenele
  • “Presépio” — direção de Felipe Bibian

Melhor curta-metragem documentário

  • “Cartas pela Paz” — direção de Mariana Reade, Thays Acaiabe e Patrick Zeiger
  • “Conselho” — direção de Alice Riff
  • “Filme sem Querer” — direção de Lincoln Péricles
  • “Replika” — direção de Piratá Waurá e Heloisa Passos
  • “Sebastiana” — direção de Pedro de Alencar

Melhor curta-metragem animação

  • “A Tragédia do Lobo Guará” — direção de Kimberly Palermo
  • “Como Nasce um Rio” — direção de Luma Flôres
  • “Mãe da Manhã” — direção de Clara Trevisan
  • “Safo” — direção de Rosana Urbes
  • “Seu Vô e a Baleia” — direção de Mariana Elisabetsky
  • “Uma Menina, um Rio” — direção de Renata Martins Alvarez