SEDA SP 2026 começa nesta quinta (7) celebrando o cinema independente brasileiro
Mostras, debates e encontros formativos ocupam a NAVE Coletiva e a Agência Solano Trindade até domingo (10)
A SEDA — Semana do Audiovisual SP inicia nesta quinta-feira (7) sua edição de 2026, reunindo realizadores, produtores, pesquisadores e o público em uma programação gratuita dedicada ao cinema independente brasileiro. O evento acontece até domingo (10), com atividades distribuídas entre a NAVE Coletiva, no Cambuci, e a Agência Solano Trindade, na Vila Pirajussara, em São Paulo.
A programação reúne mostras de curtas e longas-metragens, debates, encontros formativos e rodas de conversa que atravessam os principais eixos da mostra: cinema negro, indígena, LGBTQIAPN+, PCD e linguagens periféricas. Os filmes exibidos foram selecionados a partir de uma chamada aberta nacional, reforçando o compromisso da SEDA SP com a circulação de novas narrativas e o fortalecimento do audiovisual produzido fora dos grandes centros da indústria.
Entre os destaques da edição estão os longas “Cheiro de Diesel”, de Natasha Neri e Gizele Martins; “O Olhar de Edite”, de Daniel Fagundes; “Memórias de um Esclerosado”, de Thais Fernandes e Rafael Corrêa; “Lar”, de Leandro Wenceslau; e “Yanuni”, dirigido por Richard Ladkani e produzido pela liderança indígena Juma Xipaia e pelo ator Leonardo DiCaprio. As obras abordam questões ligadas à memória, violência de Estado, diversidade, deficiência, ancestralidade e resistência indígena.
A abertura da programação acontece nesta quinta-feira (7), na NAVE Coletiva, com a “Mostra de Curtas 1”, reunindo os filmes “Frutafizz”, de Kauan Okuma Bueno; “Nunca Me Viram Gritar”, de Luccas Araújo e Danilo Teixeira; “Marcia Antonelli: Das Palavras à Sobrevivência”, de Mariellen Kuma; e “Escudo”, de Cauê Santiago e Andrey Haag. Na sequência, o festival promove um encontro entre a SEDA e a Cine Ninja, seguido pela exibição do longa “Cheiro de Diesel”, documentário que investiga os impactos das ocupações militares em favelas do Rio de Janeiro.
Ainda na quinta-feira, a programação segue com o debate “Documentário e contextos de urgência — estudo de caso do filme ‘Cheiro de Diesel’”, refletindo sobre cinema, direitos humanos e memória em contextos de violência política. O dia encerra com um encontro voltado ao papel de cineclubes e festivais na formação de novos públicos para o cinema independente.
Na sexta-feira (8), as atividades acontecem na Agência Solano Trindade, com uma nova sessão de curtas reunindo filmes de São Paulo, Pará, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Entre os selecionados estão “Entrevista com Fantasmas”, de Lincoln Péricles (LK); “BICI, A História de uma Bicicleta no Afuá”, de Otoniel Oliveira; “Meu e Seu”, de Gabriel Freire; “Ô Celina, Ô Celina – Biu Neguinho”, de Jadson André da Silva e Sheila Moreno; e “Pupá”, de Osani da Silva. A noite também contará com a exibição do longa “O Olhar de Edite”, dirigido por Daniel Fagundes, seguido de debate.
O sábado (9) concentra as atividades formativas e discussões sobre políticas públicas e mercado audiovisual. O festival realiza um aulão sobre Meta Ads para artistas e dois debates centrais da programação: “Políticas públicas — o audiovisual e seus mecanismos de existência” e “O audiovisual e suas formas de sobrevivência na era dos streamings”, reunindo profissionais do setor para discutir os desafios da produção independente diante das plataformas digitais.
Ainda no sábado, a SEDA SP exibe os longas “Memórias de um Esclerosado”, “Lar” e “Yanuni”, todos seguidos por debates com convidados. O documentário “Yanuni” encerra a noite destacando a luta dos povos indígenas da Amazônia a partir da trajetória da liderança Juma Xipaia.
No domingo (10), a programação retorna à NAVE Coletiva com duas novas sessões de curtas. A “Mostra de Curtas 3” reúne “A Culpa é da Mãe”, “Mães” e “Canto”, enquanto a “Mostra de Curtas 4” apresenta “Mukunã: Aprendiz de Pajé”, “Xavier”, “Como Nasce um Rio” e “Couraça”. O encerramento da SEDA SP 2026 acontece com o show da artista Flor ET, transmitido ao vivo pela Twitch.
A entrada para todas as atividades é gratuita, mediante inscrição prévia. A programação completa e os formulários de participação estão disponíveis no site da Rede Floresta Ativista.
07.05 | Quinta-feira (NAVE Coletiva)
16h00 — Mostra de Curtas 1
Recorte SEDA (LGBTQIAPN+, PCD, Cinema Negro, Indígena, Periférico)
- “Frutafizz” (SP) — 19 min — direção: Kauan Okuma Bueno (Cinema Negro)
- “Nunca Me Viram Gritar” (SP) — 16 min — direção: Luccas Araújo e Danilo Teixeira (PCD)
- “Marcia Antonelli: Das Palavras à Sobrevivência” (AM) — 15 min — direção: Mariellen Kuma (LGBTQIAPN+)
- “Escudo” (SP) — 8 min — direção: Cauê Santiago e Andrey Haag (Linguagens Periféricas)
Tempo total: 58 min
17h00 — Encontro
- SEDA + Cine Ninja
18h00 — Mostra de Longas
- “Cheiro de Diesel” — direção: Natasha Neri e Gizele Martins (Cinema e Linguagens Periféricas)
19h30 — Debate
- Documentário e contextos de urgência — estudo de caso do filme “Cheiro de Diesel”
21h00 — Encontro
- Exibidores — cineclubes e festivais na formação de novos públicos
08.05 | Sexta-feira (Agência Solano Trindade)
18h00 — Café comunitário
19h00 — Mostra de Curtas 2
Recorte SEDA (LGBTQIAPN+, PCD, Cinema Negro, Indígena, Periférico)
- “Entrevista com Fantasmas” (SP) — 9 min — direção: Lincoln Péricles (LK) (Linguagens Periféricas)
- “BICI, A História de uma Bicicleta no Afuá” (PA) — 9 min — direção: Otoniel Oliveira (Linguagens Periféricas)
- “Meu e Seu” (BA) — 7 min — direção: Gabriel Freire (LGBTQIAPN+)
- “Ô Celina, Ô Celina – Biu Neguinho” (PE) — 21 min — direção: Jadson André da Silva e Sheila Moreno (Cinema Negro)
- “Pupá” (RN) — 14 min — direção: Osani da Silva (Cinema Indígena)
Tempo total: 60 min
20h00 — Mostra de Longas
- “O Olhar de Edite” — direção: Daniel Fagundes (Cinema Negro)
21h30 — Debate
- “O Olhar de Edite”
09.05 | Sábado (NAVE Coletiva)
10h00 — Aulão
- Meta Ads para artistas
12h00 — Debate
- Políticas públicas — o audiovisual e seus mecanismos de existência
14h00 — Debate
- O audiovisual e suas formas de sobrevivência na era dos streamings
16h00 — Mostra de Longas
- “Memórias de um Esclerosado” — direção: Thais Fernandes e Rafael Corrêa (Cinema PCD)
17h30 — Debate
- “Memórias de um Esclerosado”
18h30 — Mostra de Longas
- “Lar” — direção: Leandro Wenceslau (Cinema LGBTQIAPN+)
20h00 — Debate
- “Lar”
20h30 — Mostra de Longas
- “Yanuni” — direção: Richard Ladkani (Cinema Indígena)
22h30 — Debate
- “Yanuni”
10.05 | Domingo (NAVE Coletiva)
17h00 — Mostra de Curtas 3
- “A Culpa é da Mãe” (SE) — 17 min — direção: Luciana Oliveira e Manoela Veloso Passos (Linguagens Periféricas / Cinema Negro)
- “Mães” (RJ) — 22 min — direção: Bruna Aguiar (LGBTQIAPN+)
- “Canto” (GO) — 20 min — direção: Danilo Daher (Linguagens Periféricas)
Tempo total: 59 min
18h00 — Mostra de Curtas 4
- “Mukunã: Aprendiz de Pajé” (RN) — 20 min — direção: Rodrigo Sena (Cinema Indígena)
- “Xavier” (SP) — 13 min — direção: Ricky Mastro (PCD)
- “Como Nasce um Rio” (BA) — 9 min — direção: Luma Flôres (LGBTQIAPN+)
- “Couraça” (BA) — 20 min — direção: Susan Kalik e Daniel Arcades (Cinema Negro)
Tempo total: 62 min
20h00 — Show
- Flor ET — ao vivo na Twitch



