O Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba chega à sua 15ª edição consolidado como um dos principais eventos dedicados ao cinema independente no Brasil. Entre os dias 4 e 13 de junho, a capital paranaense recebe mais de 70 filmes, entre curtas e longas-metragens, distribuídos em diferentes mostras que atravessam linguagens, territórios e perspectivas. Com exibições em espaços como a Ópera de Arame, o MON, o Cine Passeio e a Cinemateca, o festival reafirma seu compromisso com uma curadoria plural, que valoriza tanto produções brasileiras quanto internacionais, além de abrir espaço para experiências formais e narrativas inovadoras.

A abertura será marcada pela estreia nacional de “Yellow Cake”, dirigido por Tiago Melo, em uma sessão especial na Ópera de Arame. O longa propõe uma ficção científica com forte dimensão política ao abordar as consequências de um experimento com urânio para combater o mosquito Aedes aegypti. Estrelado por Rejane Faria e Tânia Maria, o filme será exibido em uma tela de mais de 400 polegadas para um público de cerca de 1.500 pessoas, marcando simbolicamente o início de uma edição que aposta na potência do cinema como ferramenta de reflexão social.

A programação se divide em diversas mostras, como as competitivas Brasileira e Internacional, que reúnem títulos inéditos concorrendo a prêmios como Melhor Filme, Direção e Roteiro. Na Competitiva Brasileira, destacam-se obras como “A Noite e os Dias de Miguel Burnier”, de João Dumans, e “Telúrica, a íntima utopia”, de Mariana Lacerda, que exploram diferentes dimensões da experiência contemporânea. Já a Competitiva Internacional apresenta produções como “Um Calendário Incompleto”, de Sanaz Sohrabi, e “Não Me Deixe Morrer”, de Andrei Epure, evidenciando o caráter global do festival.

Além das competições, o evento conta com mostras como Novos Olhares, voltada a propostas mais experimentais, Pequenos Olhares, dedicada ao público infantil, e Exibições Especiais, que traz obras de destaque da produção recente. Também há espaço para retrospectivas e clássicos, como “Veludo Azul” e “As Harmonias de Werckmeister”, ampliando o diálogo entre passado e presente. O encerramento será com “Salvação”, de Emin Alper, que terá sua estreia mundial no festival.

Outro destaque da programação é o 2º MECI – Mercado do Cinema Independente, que acontece entre 9 e 11 de junho no MON. A iniciativa busca fortalecer o setor audiovisual ao promover encontros entre realizadores, distribuidores e outros profissionais da indústria, consolidando o festival não apenas como vitrine artística, mas também como espaço estratégico para o desenvolvimento do cinema independente.

Os ingressos estarão disponíveis a partir de 12 de maio, com valores acessíveis, além de sessões gratuitas em alguns espaços. Com uma curadoria que privilegia a diversidade estética e temática, o festival reafirma seu papel como plataforma essencial para a circulação de obras autorais e para o fortalecimento do cinema contemporâneo.

Filmes selecionados:

Abertura
“Yellow Cake” – direção de Tiago Melo

Competitiva Brasileira – Longas
“A Noite e os Dias de Miguel Burnier” – direção de João Dumans
“Adulto/Homem” – direção de Pedro Diógenes
“Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha” – direção de Janaína Marques
“Maxita” – direção de Mariana Machado e Ana Maria Machado
“Olhe Para Mim” – direção de Rafhael Barbosa
“Quase Inverno” – direção de Rodrigo Grota
“Reparação” – direção de Marcus Curvelo
“Telúrica, a íntima utopia” – direção de Mariana Lacerda

Competitiva Internacional – Longas
“Um Calendário Incompleto” – direção de Sanaz Sohrabi
“Bouchra” – direção de Orian Barki e Meriem Bennani
“Cartas a Meus Pais Mortos” – direção de Ignacio Agüero
“Se Pombos Virasse Ouro” – direção de Pepa Lubojacki
“A Noite Já Está Partindo” – direção de Ramiro Sonzini e Ezequiel Salinas
“Não Me Deixe Morrer” – direção de Andrei Epure
“O Profeta” – direção de Ique Langa

Novos Olhares
“A Paixão Segundo GHB” – direção de Gustavo Vinagre e Vinicius Couto
“Como Todo Mortal” – direção de Maria Molina Peiro
“Gato na Cabeça” – direção de Laila Pakalnina
“Joy Boy: Um Tributo a Julius Eastman” – direção de Walking Backwards Collective
“O Mez da Gripe” – direção de William Biagioli
“Passado Futuro Contínuo” – direção de Firouzeh Khosrovani e Morteza Ahmadvand
“Segunda Pele” – direção de Dea Ferraz

Pequenos Olhares – Longa
“Papaya” – direção de Priscilla Kellen

Mirada Paranaense Sanepar – Longa
“A Holandesinha” – direção de João Gabriel Kowalski e Luisa Godoi

Exibições Especiais
“Anistia 79” – direção de Anita Leandro
“Barbara Para Sempre” – direção de Brydie O’Connor
“Flora & Airto: O Som Revolucionário” – direção de Jom Tob Azulay
“Futuro Futuro” – direção de Davi Pretto
“Histórias de um Bom Vale” – direção de José Luis Guerin
“Rita Moreira: Crônicas, Memórias e Videotape” – direção de Sérgio Santos Barroso

Olhares Clássicos Cine Passeio
“Beirute Fantasma” – direção de Ghassan Salhab
“Veludo Azul” – direção de David Lynch
“Corações Desertos” – direção de Donna Deitch
“As Aventuras do Príncipe Achmed” – direção de Lotte Reiniger
“High School” – direção de Frederick Wiseman
“Hollywood Studios” – direção de Arthur Rogge
“Aqui e em Qualquer Lugar” – direção de Jean-Luc Godard e Anne-Marie Miéville
“Eles Não Existem” – direção de Mustafa Abu Ali
“Vento Norte” – direção de Salomão Scliar
“As Harmonias de Werckmeister” – direção de Béla Tarr e Ágnes Hranitzky

Encerramento
“Salvação” – direção de Emin Alper

Lista completa no site oficial do evento.