‘Malês’, de Antônio Pitanga, vence o Festival de Cinema Brasileiro de Paris 2026
Produção sobre a Revolta dos Malês se destaca em mostra que amplia presença do cinema brasileiro na Europa
O 28º Festival de Cinema Brasileiro de Paris chegou ao fim nesta terça-feira (14), consagrando “Malês”, de Antônio Pitanga, como o grande vencedor do Troféu Jangada de Melhor Filme pelo júri popular. Realizado no tradicional Cinema L’Arlequin, o evento reuniu mais de 30 longas-metragens ao longo de oito dias e atraiu um público de 7.751 pessoas — um crescimento superior a 10% em relação à edição anterior, consolidando sua relevância na difusão do cinema brasileiro no exterior.
Lançado no Brasil em 2025, “Malês” marca o retorno de Pitanga à direção após 46 anos de seu primeiro longa, “Na Boca do Mundo”. O filme revisita a Revolta dos Malês, levante histórico protagonizado por pessoas escravizadas em Salvador, em 1835, propondo uma narrativa centrada no ponto de vista africano e nas tensões sociais da época. Com elenco que inclui Camila Pitanga, Rocco Pitanga e Patrícia Pillar, a produção se destaca por abordar um episódio pouco explorado no audiovisual nacional, reforçando a importância da memória histórica no cinema.
O Prêmio do Júri Jovem ficou com “Tudo que Aprendemos Juntos”, dirigido por Sérgio Machado. O longa, protagonizado por Lázaro Ramos, acompanha a trajetória de um violinista que passa a lecionar em uma comunidade de São Paulo, explorando o impacto da educação e da cultura na transformação social. A escolha dos estudantes parisienses evidencia o alcance universal da narrativa e sua capacidade de diálogo com diferentes públicos.
Além dos premiados, a mostra competitiva reuniu títulos como “Velhos Bandidos”, de Cláudio Torres, “Cinco Tipos de Medo”, de Bruno Bini, e “#SalveRosa”, de Susanna Lira, entre outros. A edição também foi marcada por homenagens a Lázaro Ramos e Taís Araujo, além de um tributo ao humorista Paulo Gustavo.






