Milhares de norte-americanos se somam ao movimento “No Kings” para protestar contra as políticas de Trump
Mais de 3.000 manifestações tomaram as ruas das principais cidades do país para expressar sua rejeição ao retrocesso democrático.
Centenas de milhares de pessoas foram às ruas neste sábado nos Estados Unidos em mais uma jornada de protestos contra o presidente Donald Trump, no marco do movimento “No Kings” (Sem Reis), que denuncia uma guinada autoritária em seu governo. As mobilizações se espalharam por mais de 3.300 cidades e localidades nos 50 estados, incluindo grandes centros urbanos e regiões tradicionalmente conservadoras.
As manifestações apontam para o uso intensivo de ordens executivas, as políticas migratórias repressivas, especialmente as ações do ICE, as intervenções militares sem aval do Congresso e os ataques a instituições democráticas como o Judiciário e a imprensa. Também se somaram críticas ao aumento do custo de vida e a decisões econômicas que impactam a população.


O movimento, que reúne organizações progressistas, sindicatos e coletivos de direitos civis, busca consolidar uma resposta sustentada diante do que consideram um avanço autoritário do Executivo. Nesta terceira grande convocatória, a participação voltou a crescer e se expandiu com força para subúrbios e áreas rurais, ampliando a base social dos protestos.
Um dos traços marcantes da jornada foi a forte presença do campo cultural. Figuras como Robert De Niro e Jane Fonda participaram ativamente das mobilizações, somando-se a artistas e músicos que também tomaram a palavra em diferentes atos.

Foto: Javier Alvarez / Midia NINJA
Os protestos, majoritariamente pacíficos, combinaram palavras de ordem políticas com intervenções criativas, música e performances, em uma proposta que buscou interpelar amplos setores da sociedade. Da Casa Branca, por sua vez, minimizaram o alcance das manifestações.
Com milhões de pessoas mobilizadas em todo o país, o “No Kings” se consolida como uma das maiores expressões de descontentamento social nos Estados Unidos nos últimos anos, em um contexto marcado pela polarização política e pelo debate sobre o rumo democrático do país.



