Foto: Divulgação

Por Pedro Antunes

Enquanto há quem faça pouco caso de algumas formas de arte, o roteirista e diretor inglês Lee Knight escolheu falar sobre a importância da literatura e do teatro no filme ‘A Friend of Dorothy’ (2025). E com a produção, ele conquistou uma indicação ao Oscar de Melhor Curta-Metragem em Live Action.

Na história, a viúva Dorothy conhece JJ quando ele acidentalmente chuta uma bola para dentro do seu quintal. Os dois começam a conversar e, por acaso, ela descobre sua paixão por literatura e sua vontade de ser ator. A profissão não é o que os pais de JJ querem para o filho e ele não tem condições financeiras para frequentar uma escola de artes dramáticas.

O curta se passa praticamente em um único cenário, a sala de estar de Dorothy, com estantes lotadas de livros. Com um roteiro sensível e, em vários momentos, engraçado, a narrativa é elevada pela atuação emocionante de Miriam Margolyes e um carismático Alistair Nwachukwu. O filme ainda conta com a participação de Stephen Fry.

Baseado em uma história real, seu título veio de uma expressão usada anos atrás, para se referir a homens gays sem que outras pessoas ficassem sabendo. O diretor Lee Knight é gay e, de acordo com o The Guardian, ele “queria que o filme fosse uma ode a um santuário para alguém que está no armário.” Com uma história sobre solidão e amizade, o curta é emocionante e encantador.

Texto produzido em colaboração a partir da Comunidade Cine NINJA. Seu conteúdo não expressa, necessariamente, a opinião oficial da Cine NINJA ou Mídia NINJA.