Como o Carnaval movimenta e impacta pequenas cidades históricas

O impacto do Carnaval no silêncio e no meio ambiente de pequenas cidades históricas

Por Kuka Moreno

Antes do som dos blocos, há o som do vento nas serras, as nascentes que atravessam o subsolo das cidades históricas e as ruas de pedra que carregam séculos de memória.
Então começam a chegar os ônibus, as caixas de som, as fantasias, os corpos.

As ruas coloniais passam a sustentar milhares de passos em poucos dias. Varandas viram camarotes improvisados. A economia se aquece: comércios lotam, trabalhadores temporários encontram renda.

O Carnaval é celebração, cultura viva e direito à cidade. Mas é também deslocamento intenso, pressão sobre infraestruturas antigas, aumento de resíduos, uso ampliado de água e energia. Em cidades históricas, onde tudo é patrimônio, a festa deixa marcas que nem sempre aparecem nas fotos.

Entre a euforia e o cansaço, há moradores que observam. Há quem espere o ano inteiro por esses dias. Há quem conte as horas para o silêncio voltar.

Como equilibrar celebração, memória e cuidado?