Movimento trans da Bahia realiza mobilização histórica por justiça a Rhianna Alves
A ação reuniu organizações, coletivos e ativistas em um chamado urgente por justiça, responsabilização e garantia do direito à vida
O Movimento Trans da Bahia realizou, no último domingo (14/12), uma mobilização histórica em Salvador em memória de Rhianna Alves, mulher trans brutalmente assassinada, denunciando a violência estrutural e a impunidade que atingem pessoas trans e travestis no estado. A ação reúne organizações, coletivos e ativistas em um chamado urgente por justiça, responsabilização e garantia do direito à vida.
A mobilização marca um dos momentos mais expressivos do movimento trans baiano nos últimos anos, unificando vozes de diferentes territórios e frentes de atuação para exigir respostas concretas do sistema de justiça diante do assassinato de Rhianna Alves, crime que expõe a persistência do ódio transfóbico e da negligência institucional.
A iniciativa é articulada pelo Movimento Trans da Bahia, sob coordenação de Manuella Tyler e Caio Guimarães com participação do Fórum Trans e Travesti da Bahia, Transcender Social de Juazeiro-BA, e do Ambulatório Trans do CEDAP, além de apoiadores de diversos segmentos da sociedade civil.

Para Manuella Tyler, o caso de Rhianna Alves não pode ser tratado como um episódio isolado. Ele revela um padrão contínuo de violência contra corpos trans, especialmente mulheres trans e travestis, em um estado que historicamente lidera os índices de assassinatos dessa população no país.
O movimento denuncia a naturalização da morte de pessoas trans, a lentidão das investigações, a fragilidade na responsabilização dos culpados e a ausência de políticas públicas efetivas de proteção, prevenção e acesso à justiça.
“Quando um corpo trans é assassinado e o sistema responde com descaso, o recado é que nossas vidas são tratadas como descartáveis. Essa mobilização é histórica porque afirma, de forma coletiva e pública, que não aceitaremos mais o silêncio e a impunidade. Rhianna vive na nossa luta”, afirma Manuella Tyler.
A mobilização reafirma o compromisso do movimento trans com a memória de Rhianna Alves e convoca a sociedade a se posicionar diante da barbárie. Para os organizadores, defender justiça para Rhianna é defender o direito básico à existência digna.



