Argentina prepara a segunda Marcha do Orgulho Antifascista e Antirracista em clima de resistência regional
Pela segunda vez, o coletivo LGBTQI+ argentino convoca uma mobilização massiva para enfrentar o avanço do fascismo na América Latina. O ato está marcado para 7 de fevereiro, em Buenos Aires e em diversas localidades do país.
Em um contexto regional marcado pela ascensão de governos autoritários, pelo avanço de políticas econômicas regressivas e pelo endurecimento dos discursos de ódio, a Argentina voltará a ser palco de uma contundente manifestação da diversidade. No próximo dia 7 de fevereiro, será realizada a segunda edição da Marcha do Orgulho Antifascista e Antirracista LGBTQI+ (@orgulhoantifa7f), uma convocação que nasceu como resposta às agressões simbólicas e materiais contra os direitos humanos, e que hoje se consolida como uma jornada de luta transversal e massiva.
A iniciativa está sendo construída por meio de assembleias abertas, como a que ocorreu recentemente no Parque Lezama, reunindo aposentades, pessoas com deficiência, estudantes, sindicatos, partidos políticos, organizações LGTBIQ+ e ativistas autoconvocades. O objetivo é claro: organizar uma semana de ações e uma grande marcha nacional contra o plano de governo liderado por Javier Milei, cuja política econômica aprofunda a precarização social e cuja retórica estigmatizante alimenta a intolerância.
Histórico
A primeira edição desta marcha, em fevereiro de 2025, marcou um marco na história recente das mobilizações sociais argentinas. Nascida em resposta às declarações do presidente Milei no Fórum Econômico Mundial, a Marcha Federal do Orgulho Antifascista e Antirracista reuniu mais de um milhão de pessoas somente na Cidade de Buenos Aires, marchando do Congresso até a Praça de Maio. A ela se somaram manifestações simultâneas em mais de 100 localidades do país e do exterior.

Foto: Nadia Sur / Emergentes
Longe de ser apenas um protesto setorial, a marcha é uma confluência de múltiplas lutas: a defesa dos direitos trabalhistas, o rechaço às reformas que buscam desmontar o Estado, a luta feminista, a demanda por soberania nacional e, sobretudo, a afirmação de que a diversidade não será silenciada.
Com essa nova convocação, o movimento LGBTQI+ argentino volta às ruas para dizer não ao ódio, ao racismo, ao autoritarismo e a qualquer tentativa de retrocesso democrático.
A Marcha do dia 7 de fevereiro se desenha como um novo capítulo de resistência popular na América Latina.



