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Arte: Mídia NINJA

“Temer, eu quero ver você morar num motel
Estou te expulsando do meu coração
Assuma as consequências dessa traição”

O mundo se torna, cada vez mais, um lugar estranho ao amor.

A política é praticada de forma desumana, fria e impessoal, para atender ambições daqueles que estão no poder. A canetada que congela o orçamento, o voto que retira direitos, na prática, retira o nosso potencial e identidade. Reduz o milagre da existência a uma cruel corrida pela sobrevivência.

Enquanto isso, os corações brasileiros, generosos e inocentes, estão imersos numa profunda fossa nacional.

Quero resgatar uma chama de esperança para aquecer cada coraçãozinho sofredor que, frente a TV e, quem sabe, a um pote de sorvete, assistiu o voto de Gilmar Mendes e teme um futuro, para si mesmo e quem se ama, desprovido de qualquer humanidade.

Enquanto somos apaixonados por pessoas, pelas risadas, abraços e todas as expressões genuínas de humanidade, Temer e Gilmar tem um profundo, apaixonado e infiel caso de amor com o poder e o dinheiro.

De fato, foi intenso e, ainda que não tenha sido nada verdadeiro e bonito, é preciso encarar a verdade: Não tinha como dar certo!

Apesar deles, iremos levantar, sacodir a poeira e daremos a volta por cima! É que o coração humano, mesmo nas piores situações, ainda encontra forças para perseguir motivos para amar e buscar a verdadeira felicidade. Não há beleza maior do que a força desse sentimento.

Por isso, deixe que fiquem com seus iates, triplex e jatinhos. Nós preferimos a pureza da resposta das crianças. É a vida, é só uma e é bonita.

Nem por um minuto duvidem: A teimosia em permanecer ao lado dos que sonham um mundo onde o que há de humano em nós é prioridade, ainda nos levará longe!

O amor verdadeiro amplia os nossos espectros de humanidade e, por vezes, nos protege das prisões medíocres que a racionalidade e a dureza da vida criam dentro da nossa própria cabeça. O amor próprio, pelo nosso povo – nesse momento de fossa – pode ser a salvação.

Amor não como nos contos de fada e o tal do “Felizes para Sempre”. Neles, se compreende o amor como um sentimento passivo e abstrato, enquanto, na verdade, amar é agir, é construção de vivência, doando-se e recebendo, de forma generosa.

É por isso que o pragmatismo frio e impessoal não nos serve enquanto prática política e nem poderia. Ao contrário, sentimos fundo e pesado quando se fala em retirar direitos. A verdade é que porque amamos o povo e a humanidade, lutamos e sonhamos com um mundo que não seja contra nenhuma forma de amor.

Esse nosso estranho amor, também não é um sentimento individualista, ele se origina da empatia, da identidade de valores e, portanto, o amor é essencialmente coletivo.

A luta por um mundo mais justo portanto; para que se enxergue o outro pleno em sua humanidade – que não é homogênea e nem universal – e, sendo iguais merecedores do direito de viver a vida em todas as suas potencialidades; é em essência um gesto de amor.

Nesse dia dos namorados, é preciso lembrar o lugar do amor em nossas práticas políticas. É preciso lembrar que o anseio por um mundo mais justo, passa pelo pão, pela terra e pela paz, mas, também passa pelo direito de amar.
Contra a frieza da política, a política em defesa do amor!

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