Cento e trinta e três anos, vinte e seis dias se completa hoje que a lei de n. 3.353 foi sancionada. Esta previa abolir a escravidão em nosso país.

Foto: Mídia NINJA

Apresentada no Senado imperial no dia 11 de maio de 1888, votada e aprovada em primeira seção do dia 12 de maio, assinada pela então Princesa imperial e regente do Brasil, Dona Isabel, e por Rodrigo Augusto da Silva, Ministro da Agricultura, pouco antes das treze horas do dia 13 de Maio de 1888, nesse dia se comemora o nascimento de D. João VI.

No dia 20 de novembro de 1695 teve sua cabeça cortada salgada, levada com o pênis na boca ao então governador Melo e Castro. Em Recife, esta ficou exposta em praça pública no pátio do Carmo. Em 14 de março de 1696, o então governador de Pernambuco, Caetano de Melo Castro determina que a cabeça de Francisco seja colocada em local visível a todos, com o intuito de desfazer qualquer superstição que este, mais conhecido como Zumbi, o imortal, estivesse ainda vivo e pudesse mais uma vez liderar qualquer resistência contra a escravidão. Cento e noventa e sete anos antes da dita lei de abolição da escravatura ter sido assinada, foi assassinado o maior abolicionista do Brasil.

A situação do povo preto não mudou muito desde então, a Senzala vira favela, o trabalho escravo tem nome de carteira assinada, capitão do mato é polícia, coisa ruim se chama de preto, mercado negro, buraco negro, a coisa tá preta, somos sinônimo de coisa ruim. A religião de matriz africana é coisa do capeta, o Jesus que te salvou tem olhos azuis e pele clara, cabelos longos e lisos, mas aí eu que sou um preto muito louco, né? Esse negócio de racismo não existe, simplesmente, você possui características de alguém que pode estar cometendo crimes, por isso, ocorre essa abordagem policial pela terceira vez no dia, mas pra melhorar, vamos “esclarecer” as coisas.

Meu país continua racista, escravocrata, genocida, miserável, oportunista, vendido. Assistimos nossa saudosa burguesia entregar nossas riquezas pros gringos a preço de branco, e branco barato e fudido, com medo do preto que foi aprovado no curso de medicina na Universidade Federal via cursinho popular e que ninguém botava fé. O burguês fez os cálculos, os royalties do petróleo serão destinados boa parte pra educação. Esse tal de Lula universalizou a educação. O que é isso? Educação para todos? Na velocidade que as coisas andam, esses pretos todos inteligentes, mais dia menos dia, se apossam do que lhes pertence. Eu serei atendido por um geriatra preto, meu neto por uma pediatra preta, o juiz e desembargador que irão julgar meus crimes financeiros e minhas sonegações de impostos serão pretos. Daqui a pouco irão elegem uma mulher preta como presidenta.

Hoje completam trezentos e vinte e três anos, sete messes e vinte dias que assassinaram Zumbi dos Palmares, mas seu espirito de resistência continua vivo em cada preta e em cada preto de responsa dessa treta.

Hoje comemoramos cinco dias que minha irmã ancestral Ayana Amorin teve seu TCC aprovado na universidade Estadual de Minas Gerais – UEMG, no curdo de Pedagogia, com a nota máxima. Realmente, é de assustar.

Como diz um camarada meu ( nós bota terror no setor).

Lula Livre no Bagui.

Conheça outros colunistas e suas opiniões!

Colunista NINJA

Me solta Nego do Borel

Clayton Nobre

Quem é a bichinha no baile funk?

Daniel Zen

Daniel Zen: entenda o habeas corpus expedido para Lula

Leandrinha Du Art

Leandrinha Du Art: Em um relacionamento sério com o Congresso Fora do Eixo e Mídia NINJA

Movimento dos Pequenos Agricultores

A Provação do Presidente

Ricardo Targino

Ninguém conquista direitos gritando gol

André Barros

Marcha da Maconha e Junho de 2013

André Barros

Bolsonaro e a Tortura

Daniel Zen

Fora do Eixo e Mídia NINJA: estado permanente de vigília e ação

Margarida Salomão

Fake news, democracia e redes sociais

André Barros

Maconha e receita tributária

Margarida Salomão

Contra a politização do Judiciário, o remédio é Lula livre!

Jean Wyllys

Jean Wyllys: Stonewall, nosso orgulho

Henrique Vieira

Henrique Vieira: Ser a favor da vida é ser a favor do aborto legal

Gabinetona

Do outro lado da estrada, uma visão contracolonizadora do modelo rodoviarista