Direto de um território historicamente explorado e palco de grandes antagonismos no Meio Ambiente, a agrônoma Tati Pará se coloca na disputa por um espaço no legislativo. Espaço pra realizar um sonho de criança, dar um fim às desigualdades e aos conflitos ecológicos, alimentares, saneamento básico e urbanismo que prejudicam a maior parte do povo de Belém. Como mãe, professora, feminista e especialista em análises espaciais que determina os melhores lugares para implementação de políticas públicas e infraestrutura, tem conhecimento de causa pra lidar com os problemas que hoje assolam a periferia e as trabalhadoras.

“Quando eu tinha sete anos eu queria ser presidente. Fiz um livro e disse que eu ia mandar prender todos os madeireiros dessa cidade e não era mais pra derrubar nenhuma árvore. Me formei agrônoma, comecei a trabalhar com meio ambiente, é um pouco do que eu faço hoje”.

 

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E enquanto se divide entre a maternidade e a vida profissional e política, compartilha das dificuldades de cada mulher trabalhadora brasileira. O que a influencia e impulsionou a se candidatar. Foram várias recusas de emprego desde a gravidez, foi então que veio o lampejo.

“Tiveram empregos que eu não pude aceitar ou que não puderam me admitir porque eu estava grávida. Então eu entendi que essa política ela deve ser feita com diálogo, com mulheres. Foi então que eu percebi que eu também tinha um espaço, uma fala.”

Como mulher, que faz parte da maioria da sociedade, conheceu a luta feminista estudando, passou a compreender o que é essa luta, essa resistência e o ativismo necessário. “Ser mãe hoje pode ser um problema pra muitos, mas pra mim foi a força que me levou a aceitar esse desafio.” Entendendo que se faz política com a mão na massa, em articulação e movimento. Com a oportunidade de apresentar projetos pra fazer, baseada em toda a experiência e com a diversidade como bússola, sabendo que políticas públicas precisam ser pensadas com e para a diversidade.

“Precisamos fazer políticas públicas com professores, coletivos, associações, junto com deficientes, indígenas, mulheres. Belém tá numa situação que precisa de tudo. A gente não tem qualidade de vida, limpeza pública, saneamento. A água aqui não é potável pra todo mundo, por mais que estejamos rodeados de rios.”

A soma das competências como estudante e principalmente como mulher, permite Tati pensar nas diferentes áreas que compõem o cotidiano das famílias belenenses. Propondo soluções para a mobilidade de forma saudável, alternativa e conectada com todos transportes públicos e privados. Para a saúde precária, resolvendo problemas de acesso a consultas públicas especializadas e ampliando o atendimento a saúde da mulher que é quase inexistente. A acessibilidade para pessoas com deficiência para passear nas vias públicas, estar nas praças e acessar o transporte público de forma independente. E claro, propostas em sua área com propriedade de quem entende do assunto.

“Belém não tem energia solar e a gente mora quase na linha do Equador, com uma quantidade de sol imensa, é preciso pensar energias renováveis. É preciso entender o espaço que não é apenas um lugar físico, é cultura, é população, é identidade, é preciso compreender que a geografia da nossa cidade demanda análises técnicas.”

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