“Se não for a partir do entendimento, a partir do conhecimento do que é política, a gente vai ficar sendo governado sempre por essa política que está ai e não contempla a nossa comunidade e o nosso povo.”

Janda Mawusí é formada em pedagogia pela Universidade Estadual da Bahia (UNEB), educadora social, ativista nas questões raciais. É feminista, esportista e lésbica, nasceu e foi criada na periferia de Salvador e se candidata a vereadora para aquilombar a política.

‘Duia’, como é conhecida em sua comunidade, começou sua trajetória social em ações coletivas aos 14 anos, quando mobilizava jovens para discutir temas como gravidez na adolescência, drogas, esporte (em especial o futebol feminino) e cultura. Seu sobrenome Mawusi foi reconhecido em seu caminho religioso ao lado dos povos de terreiro e significa “aquela que pertence a Deus” na nação Jejê Mahi de língua Fon. Jandira fez parte do projeto “Roda Baiana”, voltado para educação, profissionalização e artes sustentáveis no bairro do Engenho Velho da Federação.

Nesta mesma localidade da capital baiana, em 2004, ela compôs a equipe organizadora da Caminhada Contra a Intolerância Religiosa, Não à Violência e pela Paz, que completou 15 anos em novembro de 2019. Além disso, coordenou por sete anos o pré-vestibular da Universidade Para Todos (UPT), na UNEB. Coordenou o Projeto Mobilizadores Culturais no Centro de Estudos Afro-Orientais da UFBA, direcionado para os jovens do Engenho Velho da Federação e região. E também coordenou o Projeto de Alfabetização para Jovens e Adultos pelo Cidade das Letras.

“A partir desse caminho, a partir dessa consciência, eu entendo que preciso levar esse ativismo para outras comunidades, para minha e ser sim parte dessa política que é a consciência necessária para nossas vidas, a política do entendimento, a política da militância e a política de perceber qual o lugar que merecemos estar.”

 

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Desenvolvendo o trabalho em um dos bairros mais pobres de Salvador, obteve destaque estimulando um diálogo amplo e focado no movimento negro. Continuou fazendo parte de espaços como as quadras de futebol, onde estimulou diálogos com meninas e mulheres negras sobre o “lugar do campo”. Com a juventude evidencia o apoio ao Projeto Pare e Grafite (PGA). Entre suas principais bandeiras está a defesa do direito ao exercício religioso, de combate ao racismo e à intolerância religiosa, a LGBTQIAP+fobia, o feminicídio, o direito à cultura e o direito profissional e esportivo para as atletas femininas.

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