“A gente sonha com uma política diferente, uma política de encontro, de diálogo, de amor, de afeto, uma política plural que seja de fato inclusiva.” – é esse o horizonte que direciona a atuação da candidatura coletiva Bancada Plural, composta por Kênia Vertelo mulher negra, evangélica, mãe e Estudante de Pedagogia pela Universidade Pública, Filipe Gibran que é pastor evangélico, advogado, ativista dos Direitos Humanos e das causas sociais, Djenane Vera mulher preta, evangélica artista plástica, ceramista e professora da rede pública municipal e estadual e Jonatas Aredes, gay, pequeno produtor local, evangélico, formado em administração de empresas e aspirante a teólogo.

A onda conservadora e fundamentalista, que estimula uma política machista, misógina, LGBTfóbica e que não respeita a pluralidade no Brasil ganhou forma e força com o governo Bolsonaro, e essa política é refletida diretamente na cidade de Belo Horizonte. BH foi a primeira cidade a aprovar a Escola Sem Partido, a Câmara de Vereadores não tem nenhuma mulher negra e é composta basicamente por pessoas ricas que, recentemente, rejeitaram um Projeto de Lei que instituía um Dia de Combate ao Feminicídio, isso em nome de Deus e da família. Esse contexto não permite o avanço de temas sensíveis às demandas do povo pobre, pelo contrário, correspondem a lógica de interesses dos poderosos.

“Os coronéis da fé criam riquezas em cima da exploração do povo, reforçam o patriarcado, o machismo, só produzem política de morte. Esse conservadorismo e fundamentalismo não nos representa.” Djenane Vera

 

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A Bancada Plural entende que é ingenuidade pensar a ideia de não existe um entrelaçamento da religião com a política no Brasil onde 80% das pessoas se definem cristãos, onde a maioria dos feriados são religiosos, mas também compreendem que é importante prezar por um Estado laico, que respeite todas as crenças e as não crenças também. Os aspectos religiosos estão absolutamente relacionados com a nossa identidade, a maneira que compreendemos o mundo, os nossos valores e a nossa cultura, mas não com o Estado, e durante o exercício da função pública o bem coletivo deve prevalecer. Pensando no fortalecimento dessa luta, que candidaturas evangélicas, progressistas e de esquerda devem ser construídas para representar de fato os interesses do povo injustiçado, que faça uma política participativa, horizontal e revolucionária.

“Para nós, ocupar uma cadeira de forma coletiva na Câmara de Belo Horizonte pela unidade popular é inovar o processo político da cidade, é mostrar uma saída horizontal e colocar os movimentos sociais, o povo humilde, o povo pobre, o povo preto, colocar de fato a base nos espaços de decisão da cidade.” Filipe Gibran

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